Conselho do Golfo Pérsico busca cooperação com UE contra crise

Madri, 14 out (EFE).- O secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo Pérsico (CCG), Abdel-Rahman Al Attiyah, apelou hoje à coordenação entre Europa e a organização que preside como receita para suportar as oscilações do setor financeiro.

EFE |

Em discurso durante as "Jornadas do Conselho de Cooperação dos países do Golfo", em Madri, o diplomata do Catar ressaltou as relações entre a Espanha e os seis estados árabes que compõem o CCG.

"Em temas como energia e crise financeira, devemos estar cada vez mais perto um de outro", disse Al Attiyah na abertura do simpósio, do qual também participou o ministro de Relações Exteriores espanhol, Miguel Ángel Moratinos.

O representante árabe citou a sintonia em questões como o conflito árabe-israelense, a situação no Iraque e a polêmica nuclear com o Irã.

"Graças ao diálogo político chegamos ao consenso sobre o Estado palestino", insistiu Al Attiyah, defendendo a necessidade de criar uma zona livre de armas de destruição em massa no Oriente Médio.

"Compreendemos o direito do Irã de utilizar energia nuclear. Mas compartilhamos com a UE a necessidade de achar uma solução diplomática" a este conflito, precisou.

A União Européia e o CCG -integrado por Arábia Saudita, Kuwait, Catar, Omã, Emirados Árabes Unidos e Barhein- mantém laços financeiros desde 1990, quado firmaram um tratado de livre-comércio.

O ministro das Relações Exteriores espanhol lembrou as relações entre a Espanha e o CCG e ressaltou que o aumento delas na última legislatura.

"A Espanha e a UE têm com os países do golfo uma responsabilidade. Devemos recuperar a confiança nos mercados e superar com sucesso a grande prova da globalização", indicou Moratinos.

"Agora mais que nunca devemos trabalhar juntos. A Espanha é consciente do papel central dos países do Pérsico em todos os âmbitos das relações internacionais", acrescentou.

O chefe da diplomacia espanhola lembrou que a Espanha realizou "um importante esforço" diplomático na região, permitindo estreitar as relações políticas e a presença empresarial na região, especialmente no setor energético e de infra-estrutura.

"Assinamos mais de 20 tratados bilaterais, embora considere que devemos ser mais ambiciosos e dinâmicos. Ainda temos margem suficiente para ampliar nossas relações", acrescentou.

Moratinos ressaltou a capacidade de mobilização a favor do projeto de Aliança de Civilizações desdobrada pelos países do CCG e especialmente da Arábia Saudita, e reiterou que a Espanha não poupará esforços nem apoio.

"A Espanha pode oferecer uma tradição cultural milenar que incorpora elementos do maior esplendor da civilização árabe e muçulmana", concluiu. EFE jm/jp

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