Conselho diz que não houve fraude em eleições iranianas

TEERÃ - O Conselho de Guardiões, órgão que deve validar os resultados eleitorais no Irã, anunciou nesta sexta-feira que não encontrou sinais de fraude no pleito presidencial de 12 de junho, como denunciou a oposição.

Redação com agências internacionais |

"Podemos dizer com total segurança que não houve fraude na apuração", afirmou o porta-voz do Conselho, Abbas Ali Kadkhodai.

"As investigações realizadas durante os últimos dez dias revelam que houve apenas irregularidades menores, frequentes em qualquer votação, mas nada realmente grave que afete a presidência", acrescentou, segundo a agência estatal "Irna".

Porém, um porta-voz ciado pela agência "Isna" afirmou que o Conselho dos Guardiões no Irã decidiu criar uma comissão especial para preparar um relatório sobre a eleição presidencial de 12 de junho.

"O Conselho dos Guardiões previu a criação de uma comissão especial com a participação de personalidades políticas e de representantes dos dois candidatos da oposição para preparar um relatório sobre o processo eleitoral", disse Abbas Ali Kadkhodaye, citado pela Isna.

"Serão recontadas 10% das cédulas de voto na presença dos membros desta comissão, e o relatório será levado a público", destacou.

Protestos

Desde o anúncio da vitória em primeiro turno do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, nas eleições de 12 de junho, o Irã se tornou palco de protestos e de uma violenta repressão na qual morreram pelo menos 20 pessoas e centenas foram detidas.

O resultado eleitoral, que a oposição denuncia como fraudulento, evidenciou as diferenças na classe clerical da cúpula do regime teocrático iraniano e causou os maiores protestos em 30 anos de Revolução Islâmica.

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