Conselho de Segurança sofre pressões para enviar reforços à RDC

Nações Unidas, 7 nov (EFE) - O secretário-geral adjunto para Operações de Paz da ONU, o guatemalteco Edmund Mulet, pressionou hoje o Conselho de Segurança para que aprove seu pedido de enviar reforços à missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo (RDC). Mulet advertiu de que a situação no leste do país piorou desde que os combates entre rebeldes tutsi e as milícias governamentais na zona de Rutshuru romperam, há três dias, o cessar-fogo que reinava desde semana passada. É crucial que o Conselho de Segurança considere sem demora o pedido de reforços para a Monuc (missão de paz da ONU no Congo), o qual apresentamos há algumas semanas, disse em entrevista coletiva. A solicitação do departamento de Operações de Paz (DPKO) é de dois batalhões de infantaria e duas companhias especiais, além de policiais, o que soma cerca de três mil soldados. O guatemalteco afirmou que a missão deslocou militares dentro da RDC à região do conflito no leste do país, particularmente a Goma, capital da província de Kivu Norte. A guarnição de soldados da ONU da cidade aumentou hoje em cerca de mil militares com a chegada de reforços, para assegurar que a violência reatada nos arredores da população não se estenda a suas ruas, apontou. Não há soldados congoleses dentro da cidade, todos estão nos arredores. Os únicos grupos armados que queremos dentro são a Polícia nacional e o Monuc, ressaltou.

EFE |

O secretário-geral adjunto também mencionou que as Nações Unidas investigam as denúncias de mortes de civis nos conflitos dos últimos dias entre rebeldes tutsis e as milícias mai-mai aliadas ao Governo de Kinshasa.

Além disso, informou que os primeiros relatos indicam que entre 20 e 70 civis morreram em zonas rurais de Kivu Norte.

Mulet desmentiu informações de que tropas do Zimbábue e de Angola estavam na região do conflito, e as atribuiu a que algumas unidades do Exército congolês foram treinadas por militares angolanos e falam português. EFE jju/db

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