Conselho de Segurança se divide sobre como ajudar Mianmar

O Conselho de Segurança das Nações Unidas estava dividido, nesta quinta-feira, sobre os meios para responder à situação de emergência em Mianmar.

AFP |

Enquanto países-membros ocidentais defendem que é necessário fazer fortes pressões sobre a junta militar para que esta permita a entrada de ajuda humanitária, o governo de Pequim alerta e se posiciona contra qualquer politização do problema.

O embaixador da Grã-Bretanha, John Sawers, declarou que, para Londres, cabe às autoridades birmanesas "tomar as medidas necessárias para permitir às equipes humanitárias entrar no país", após a passagem do ciclone Nargis no fim de semana.

"Elas (as autoridades) deram alguns passos nessa direção, mas, claramente, é preciso fazer muito mais", acrescentou Sawers.

Seu colega francês, Jean-Maurice Ripert, voltou a pedir ao responsável pelos assuntos humanitários da ONU, John Holmes, que faça um resumo formal da situação em Mianmar para o Conselho de Segurança da ONU.

"Estamos chocados com o comportamento do governo birmanês", disse à imprensa o representante americano na organização, Zalmay Khalilzad. "Aceitar as ofertas de ajuda da comunidade internacional, dos Estados, das organizações internacionais: isso deveria ser claro", frisou.

Já o embaixador-adjunto da China, Liu Zhenmin, declarou que o problema resultava de uma catástrofe natural, sendo, portanto, da alçada das agências especializadas da ONU, e não do Conselho de Segurança, cujo campo de competência se limita às ameaças à paz e à segurança internacionais.

"Essa é a convicção de uma maioria dos países-membros do Conselho de Segurança, entre eles o meu", disse o diplomata chinês.

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