Nações Unidas, 7 ago (EFE).- O Conselho de Segurança da ONU renovou hoje por um ano o mandato de sua missão de assistência no Iraque (Unami), para que siga ajudando as autoridades iraquianas na reconstrução política do país.

A resolução, adotada pelos 15 membros do principal órgão da ONU, reafirma os objetivos da missão da ONU de ajudar o Governo iraquiano no fortalecimento de suas instituições; fomentar o diálogo político e ajudar as vítimas do conflito.

"Tomamos uma decisão importante, que ocorre em um momento crucial no qual a situação de segurança no Iraque melhorou, e no qual a ONU pode desempenhar um papel de destaque no plano político", opinou o presidente rotativo do Conselho, o embaixador belga Jan Grauls, após a reunião.

Grauls considerou que o voto unânime a favor da resolução envia "uma mensagem firme" sobre o respaldo da comunidade internacional ao povo iraquiano.

A missão das Nações Unidas desempenhou um papel proeminente na negociação de polêmicas legislações, como a nova lei eleitoral provincial cuja aprovação o Parlamento iraquiano adiou para setembro.

O embaixador do Iraque perante a ONU, Hamid al-Bayati, agradeceu pelo apoio do Conselho de Segurança à reconstrução de seu país e sua transição para a democracia.

"A resolução cobre todos os requisitos propostos pelo Governo do Iraque", apontou.

O diplomata iraquiano lembrou que as autoridades de seu país identificaram uma parcela na "zona verde" de Bagdá na qual as Nações Unidas podem construir sua nova sede, uma vez que a anterior foi destruída em um atentado.

Bayati assinalou que a situação de segurança melhorou "drasticamente" no último ano, e assegurou que o Governo iraquiano proporcionará proteção ao pessoal da ONU.

Por outro lado, indicou que Bagdá está perto de chegar a um acordo bilateral com Washington para permitir a presença de tropas americanas em solo iraquiano depois de dezembro, quando expira a autorização outorgada pela ONU.

A Unami conta atualmente com 842 integrantes, entre pessoas locais e estrangeiras, situados no Iraque, Kuwait e Jordânia, e liderados pelo diplomata sueco Staffan de Mistura.

A Organização das Nações Unidas (ONU) aumentou no ano passado sua presença no Iraque para aumentar sua assistência política às instituições locais e a ajuda aos milhões de deslocados pela violência.

A organização vinha mantendo até então um papel secundário devido ao alto nível de violência e aos ataques sofridos por parte do pessoal das Nações Unidas.

A ONU retirou a maioria de seus funcionários no Iraque depois do atentado perpetrado contra sua sede em Bagdá, em agosto de 2003, no qual morreram 22 pessoas, entre eles o representante especial no Iraque, o diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Mello. EFE jju/gs

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