Nações Unidas, 26 ago (EFE).- O Conselho de Segurança das Nações Unidas pediu hoje ao Governo do Burundi e ao grupo rebelde das Forças Nacionais de Libertação (FNL) que sigam adiante com o processo de implementação do acordo de cessar-fogo assinado há dois anos.

Em declaração divulgada hoje, os membros do principal órgão da ONU se mostraram satisfeitos com o acordo alcançado na reunião de 18 de agosto entre o presidente do país, Pierre Nkurunziza, e o líder rebelde, Agathon Rwasa, para desbloquear o andamento do cessar-fogo.

O texto lido pelo embaixador belga Jan Grauls, que ocupa a Presidência rotativa do Conselho de Segurança, também acolhe com agrado a declaração de cessação das hostilidades assinada pelas partes em 26 de maio e o retorno ao país do líder rebelde.

"Pedimos às partes que sejam flexíveis para que se supere os obstáculos que impedem a implementação do acordo integral de cessar-fogo respeitando a Constituição do Burundi", diz a declaração.

O texto assinala a necessidade de que as forças rebeldes colaborem com os responsáveis do mecanismo de verificação do cessar-fogo no reagrupamento de seus membros nas áreas de concentração já pré-determinadas.

"O Conselho de Segurança acolhe com agrado o reatamento dos trabalhos da Assembléia Nacional e encoraja o Governo, assim como todos os partidos políticos, a manterem o espírito de reconciliação com a proximidade das eleições de 2010".

O Burundi foi palco de uma guerra civil que eclodiu em 1993 e que causou mais de 200 mil mortes, depois que soldados governamentais da etnia tutsi assassinaram o primeiro presidente eleito democraticamente no país, o hutu Melchior Ndadaye.

FNL é o único dos grupos rebeldes hutus que se mantém ativo e que não assinou um acordo de paz, porém chegou a um pacto de cessar-fogo em setembro de 2006. EFE jju/rr

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