Conselho de Segurança negocia declaração para pedir cessar-fogo na Ossétia

NAÇÕES UNIDAS - Os membros do Conselho de Segurança da ONU trabalham em uma declaração conjunta para pedir o cessar-fogo nos enfrentamentos entre o Exército da Geórgia e as forças separatistas da Ossétia do Sul.

EFE |

Segundo fontes diplomáticas, após mais de duas horas de uma tensa reunião de emergência, a segunda em menos de 24 horas, os 15 membros do Conselho se mostraram de acordo com a necessidade de divulgar hoje uma declaração sobre a situação, embora ainda trabalhem na redação do texto.

As diferenças residem no desejo da Rússia de exigir primeiro uma retirada das tropas dos territórios invadidos, enquanto outros membros querem dar prioridade ao cessar-fogo.

Durante a reunião, o embaixador da Geórgia perante as Nações Unidas, Irakli Alasania, acusou a Rússia de ter iniciado uma "invasão em grande escala" de seu país, e pediu a intervenção do Conselho de Segurança para detê-la.

Em um dos momentos mais tensos da cúpula, Alasania perguntou diretamente ao embaixador da Rússia perante a ONU, Vitaly Churkin, se estava "preparado para deter os aviões que estão no ar dispostos a bombardear" seus compatriotas na Geórgia.

Além disso, perguntou ao Conselho de Segurança o que iria fazer perante o que, na sua opinião, era "uma provocação muito bem calculada" para permitir uma "intervenção russa premeditada" em território georgiano.

O embaixador georgiano dedicou também grande parte de seu discurso a oferecer uma longa e detalhada descrição de instalações militares e localidades de seu país que supostamente foram bombardeadas hoje pela aviação russa.

Na sua opinião, o objetivo da Rússia é fazer com que Tbilisi "abandone suas aspirações euro-atlânticas", colocar a Geórgia "sob a influência de Moscou" e destruir "os avanços democráticos conseguidos".

Alasania acrescentou que seu país estava disposto a aceitar um cessar-fogo.

"Quem se opõe a um cessar-fogo? Isto não é uma situação que se possa solucionar simplesmente com slogans políticos. É preciso punir os responsáveis pelos ataques", afirmou Churkin.

A minuta da declaração no qual trabalham os membros do Conselho "pede a restauração imediata do 'status quo' prévio à erupção da violência, além do fim das hostilidades".

Os membros do Conselho também "pedem contenção às partes opostas, e que se abstenham de qualquer nova ação de força e violência".

Segundo fontes diplomáticas, a redação destes parágrafos é justamente o que está atrasando as negociações, que continuam se desenrolando na sede das Nações Unidas. EFE jju/gs

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