Conselho de Segurança fracassa na busca de consenso sobre Gaza

Os chanceleres árabes e ocidentais fracassaram nesta quarta-feira, no Conselho de Segurança das Nações Unidas, na busca de um consenso sobre o plano egípcio para um cessar-fogo entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza.

AFP |

A secretária americana de Estado, Condoleezza Rice, o chefe da diplomacia francesa, Bernard Kouchner, e o chanceler britânico, David Miliband, decidiram prolongar sua permanência em Nova York para tentar obter um acordo com seus homólogos árabes.

"Acreditamos que teremos mais trabalho. Prolongaremos nossa permanência" em Nova York, declarou Rice à imprensa, ao final de intensos debates entre os países ocidentais e árabes sobre a resposta do Conselho de Segurança da ONU à ofensiva israelense na Faixa de Gaza.

"O mundo deve escutar a voz unida do Conselho de Segurança", disse Miliband, após 48 horas de intensas negociações entre ministros, que não chegaram a um consenso sobre os detalhes de um texto pedindo um cessar-fogo imediato.

"Posso dizer apenas que ainda há muito trabalho pela frente", destacou o secretário-geral da Liga Árabe, Amr Moussa.

"Temos muito trabalho pela frente", confirmou o ministro egípcio das Relações Exteriores, Ahmed Abul Gheit.

Dois textos circulavam nesta quarta-feira no Conselho: um projeto de resolução que "exige um cessar-fogo imediato", apresentado pela Líbia, em nome dos países árabes, e uma declaração não-vinculante, que "destaca a urgência de uma trégua imediata e durável", apresentado pela França, que preside o Conselho em janeiro.

O texto líbio também exige "a suspensão de toda atividade militar e da violência - especialmente as operações militares israelenses e os disparos de foguetes -, a retirada imediata das forças israelenses para as posições anteriores a 27 de dezembro de 2008 e o respeito do cessar-fogo por todas as partes".

A proposta líbia exige ainda a suspensão imediata do bloqueio imposto por Israel à Faixa de Gaza há 18 meses, quando o Hamas assumiu o poder, e a reabertura dos pontos de passagem para Israel e Egito.

Os europeus temem que um texto que condene a ofensiva em Gaza esfrie a aparente boa vontade de Israel para uma solução negociada ou leve a um veto dos Estados Unidos.

sl/LR

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