Conselho de Segurança estuda aumento de capacetes azuis no Haiti

Nações Unidas, 18 jan (EFE).- O Conselho de Segurança da ONU se reuniu hoje para analisar a possibilidade de enviar mais forças internacionais de paz ao Haiti para melhorar a segurança no país devastado após o terremoto que ocorreu há seis dias.

EFE |

Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, informará ao principal órgão de decisões da instituição internacional do resultado da viagem que fez no domingo ao Haiti, onde constatou a magnitude da tragédia e avaliou sua segurança.

Desde que ocorreu o terremoto de 7 graus na escala Richter, o Haiti vive uma caótica situação. Já ocorreram na cidade ações de saque e pilhagem diante da falta de policiais e pelo atraso na distribuição da ajuda humanitária.

Cerca de 3 mil militares e policiais da Missão de Estabilização da ONU no Haiti (Minustah), e a Polícia Nacional haitiana, estão a cargo da segurança de Porto Príncipe, um dos lugares mais afetados pelo tremor de 12 de janeiro.

Na atualidade, a Minustah, que opera no Haiti desde 2004, tem 9 mil capacetes azuis, entre militares e policiais, sob o comando do general brasileiro Floriano Peixoto Vieira Neto.

A direção interina da Minustah está com o diplomata guatemalteco Edmond Mulet, que foi designado para o posto por Ban, já que o titular, o tunisiano Hedi Annabi, e seu adjunto, Luiz Carlos dá Costa, morreram no terremoto.

Atendendo ao pedido do presidente do Haiti, René Préval, os Estados Unidos enviaram 10 mil homens que estão contribuindo com a segurança e a tarefas de distribuição de assistência humanitária.

A reunião de hoje ocorre a pedido do México, que ocupa um posto como membro não-permanente do Conselho, e que solicitou à China, que atualmente ostenta a Presidência rotativa do organismo da ONU.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas, como encarregado da manutenção da paz e segurança internacionais, deve assumir "um papel mais ativo conforme a sua responsabilidade" sem prejuízo das ações que empreenda tanto o secretário-geral como a Assembleia Geral da ONU, assinalou em comunicado a Chancelaria mexicana.

Até fevereiro de 2009, os 7.039 capacetes azuis da Minustah procediam da Argentina, Bolívia, Brasil, Canadá, Chile, Croácia, Equador, França, Guatemala, Jordânia, Nepal, Paraguai, Peru, Filipinas, Sri Lanka, Estados Unidos e Uruguai.

Contribuem ao destacamento de 2.031 policiais de Benin, Brasil, Burkina Fasso, Canadá, Chade, Chile, China, Colômbia, Costa do Marfim, República Democrática do Congo, Egito, El Salvador, Espanha, EUA, França, Granada, Guiné e Índia.

Também participam policiais da Itália, Jamaica, Jordânia, Madagascar, Mali, Nepal, Níger, Nigéria, Paquistão, Filipinas, Romênia, Rússia, Ruanda, Senegal, Sérvia, Sri Lanka, Togo, Turquia, Uruguai e Iêmen.

Na quarta-feira passada, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, tinha falado em "centenas de milhares" de mortos.

O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 16 militares do país que participavam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.

A médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e o brasileiro Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti, também morreram no tremor.

EFE emm/dm

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