A Assembléia Geral da ONU elege nesta sexta-feira cinco novos membros não-permanentes do Conselho de Segurança para 2009 e 2010, com as atenções voltadas para a disputa entre Irã e Japão pela única vaga asiática.

O Irã, objeto de sanções do Conselho por se negar a interromper o programa nuclear, tem uma derrota quase certa para o Japão, potência econômica e grande contribuinte de recursos para a ONU, que também conta com o apoio de vários países ocidentais.

O Japão, segundo maior contribuinte individual do orçamento da ONU, atrás apenas dos Estados Unidos, há vários anos faz campanha, ao lado do Brasil, por uma cadeira permanente no Conselho.

Na comparação, o Irã - membro fundador da ONU em 1945 - esteve apenas uma vez no Conselho de Segurança (1955-56), contra as nove ocasões do Japão - que entrou para o organismo mundial em 1956.

Teerã alega que entre as 192 nações da ONU há 114 que nunca ocuparam uma vaga no Conselho ou só o fizeram por um mandato de dois anos. Por isto pede a aplicação do "princípio da igualdade soberana" de todos os Estados membros, garantido pela Carta das Nações Unidas.

O Conselho de Segurança, principal órgão de decisão da ONU, tem 15 membros, sendo cinco permanentes e com direito a veto: China, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha e Rússia.

Os outros 10 são eleitos anualmente pela Assembléia Geral em grupos de cinco para mandatos de dois anos não renováveis consecutivamente.

Para ser eleito, um país precisa receber dois terços dos votos dos Estados presentes e votantes.

As vagas são divididas por por zonas geográficas.

O México foi escolhido por consenso pela América Latina e Caribe para ocupar o assento do Panamá. O mesmo aconteceu com Uganda, que sucederá a África do Sul.

Irã e Japão disputam a vaga da Indonésia.

A Europa também tem a disputa de Áustria, Islândia e Turquia pelas cadeiras de Bélgica e Itália.

Segundo diplomatas, a Turquia tem grandes chaces pelo provável apoio de boa parte do mundo muçulmano. A Islândia aparece como zebra por causa da crise financeira que deixou o país à beira da falência, apesar do respaldo dos países escandinavos - Dinamarca, Finlândia, Noruega e Suécia.

Os países eleitos assumirão seus postos em 1º de janeiro e terão mandato até 31 de dezembro de 2010.

Os outros cinco membros não permanentes - que seguirão até 31 de dezembro de 2009 - são Burkina Faso, Costa Rica, Croácia, Líbia e Vietnã.

hc/fp

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