Conselho de Segurança é pressionado a deter ataque a Gaza

O Conselho de Segurança das Nações Unidas recebeu nesta terça-feira apelos urgentes, especialmente dos países árabes, para exigir a suspensão imediata da operação militar israelense contra a Faixa de Gaza.

AFP |

O presidente palestino, Mahmud Abbas, pressionou o Conselho para que determine a "suspensão total e imediata da agressão israelense" e o fim do "sítio sufocante" contra a Faixa de Gaza.

"Apelo ao Conselho a dar o primeiro passo para salvar o povo de Gaza: uma resolução que exija um cessar-fogo imediato e total da agressão israelense", disse Abbas aos 15 membros do organismo da ONU, no 11º dia da ofensiva israelense, que já matou 660 palestinos na Faixa de Gaza.

"Acabem com este genocídio e esta destruição. Façam cessar o massacre do meu povo. Deixem-nos viver e ser livres".

A secretária americana de Estado, Condoleezza Rice, o ministro britânico das Relações Exteriores, David Miliband, e vários ministros árabes participaram da reunião, do mesmo modo que o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon.

O encontro durou cerca de quatro horas e terminou por volta das 02H00 GMT (24h00 Brasília).

Durante a reunião, a Líbia, único membro árabe do atual Conselho de Segurança, fez circular um projeto de resolução que pede "um cessar-fogo imediato e permanente na Faixa de Gaza" e o "fim de todas as atividades militares e da violência" na região, "incluindo as operações militares israelenses e os disparos de foguetes" contra Israel.

A reunião foi eclipsada pelo convite do presidente egípcio, Hosni Mubarak, que chamou israelenses e palestinos para uma reunião urgente, no Egito, visando negociar o fim do conflito na Faixa de Gaza.

Após um encontro com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, Mubarak declarou ter lançado esse apelo às duas partes para "desembocar em acordos e garantias que poriam fim à escalada".

Mubarak também convidou as facções palestinas, em particular o Fatah, de Abbas, e o movimento islamita Hamas, a retomarem suas conversas de reconciliação.

iba/tt/LR

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG