Conselho de Segurança dividido entre dois projetos de resolução para a Geórgia

O Conselho de Segurança da ONU permanecia dividido nesta quinta-feira entre os dois projetos de resolução apresentados para tentar pôr fim às hostilidades na Geórgia, levando em consideração o acordo de paz francês, informaram diplomatas.

AFP |

O embaixador da Rússia, Vitaly Churkin, declarou à imprensa após uma reunião do Conselho a portas fechadas que "espera o apoio dos Estados membros ao nosso projeto", apresentado na véspera.

O texto expressa o apoio do Conselho a um plano de seis pontos aprovado em Moscou no dia 12 de agosto pelos presidentes russo, Dimitri Medvedev, e francês, Nicolas Sarkozy, e menciona brevemente esses seis pontos.

Esse texto, no entanto, não faz nenhuma referência direta a um ponto fundamental para o Ocidente: o total respeito à integridade territorial da Geórgia.

O embaixador adjunto dos Estados Unidos, Alejandro Wolff, insistiu que o projeto era inaceitável para Washington. "Esperamos que a resolução (russa) não seja submetida a votação", disse. "Não podemos aprová-lo".

A Casa Branca, por sua vez, declarou nesta quinta-feira que a cooperação militar entre a Rússia e a Otan não poderá ser retomada até que a crise na Geórgia esteja totalmente resolvida.

"Não posso imaginar, nas atuais circunstâncias, um comprometimento de nossa parte numa cooperação militar com os russos, enquanto a situação na Geórgia não estiver resolvida", declarou à imprensa o porta-voz da Casa Branca, Gordon Johndroe, que está no rancho de Crawford (Texas, sul) com o presidente americano, George W. Bush.

Na terça-feira, a Rússia rejeitou outro projeto de resolução sobre a Geórgia, apresentado pela França, alegando que o texto não citava especificamente os seis pontos do acordo aceitos por Tbilisi e Moscou.

Na ocasião, Churkin explicou que era indispensável para Moscou a menção direta na proposta dos seis pontos do acordo de paz negociado anteriormente.

Entretanto, o projeto citava apenas dois desses pontos, referentes à retirada das forças russas e georgianas e seu retorno às posições ocupadas antes do início do conflito.

hc/ap

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