Conselho de Segurança da ONU suspende reunião sobre conflito em Gaza

Nações Unidas, 7 jan (EFE).- O Conselho de Segurança da ONU suspendeu hoje a reunião que realizava sobre o conflito na Faixa de Gaza, mas afirmou que mantém abertas as negociações para tentar alcançar um acordo que leve à declaração de um cessar-fogo.

EFE |

Os 15 membros do Conselho não conseguiram chegar a um consenso após duas horas de reunião sobre uma declaração presidencial de apoio à trégua proposta pelo Egito e um projeto de resolução patrocinado pela Líbia em nome da Liga Árabe.

"Hoje, não há um apoio unânime a nenhum dos dois textos e, para continuar unidos, decidimos seguir as conversas e as negociações", disse o presidente de turno do organismo, o embaixador francês Jean Maurice Ripert, na saída da reunião.

Ripert assegurou que os 15 membros expressaram, nos discursos, opiniões similares quanto à gravidade da situação humanitária, à necessidade de um cessar-fogo e a que o Conselho assuma uma atitude unânime.

O embaixador americano perante a ONU, Zalmay Khalilzad, destacou que a suspensão das consultas concede um espaço de reflexão aos países árabes que se opõem à declaração apresentada pela França.

"Parece a nós que, a estas alturas, o melhor é que todos tenhamos a oportunidade de estudar a minuta da declaração", afirmou.

Fontes diplomáticas explicaram que a suspensão da reunião também permitirá observar o desenvolvimento dos eventos na região, em particular o resultado dos contatos com o Governo israelense para que aceite a proposta egípcia.

A proposta inclui disposições para colocar fim ao contrabando de armas em Gaza e evitar o rearmamento do Hamas, depois que acabar o atual conflito, uma das principais preocupações de Israel.

Durante a reunião, a França propôs uma declaração presidencial como uma alternativa ao projeto de resolução apresentado pela Líbia, que os Estados Unidos e outros países ocidentais rejeitam por não fazer referência alguma ao movimento islâmico Hamas.

O texto elaborado por França, Reino Unido e Estados Unidos estimula todos os agentes envolvidos no conflito a apoiar a proposta anunciada na terça-feira após a reunião do presidente do Egito, Hosni Mubarak, com o da França, Nicolas Sarkozy.

Por sua parte, o texto líbio ameaça Israel a cessar as atividades militares, pôr fim ao bloqueio ao qual submete o território palestino e estabelece o envio de observadores em Gaza.

Os países da Liga Árabe, que desde segunda-feira têm uma parte de seus ministros de Exteriores em Nova York para forçar o Conselho a deter a ofensiva israelense, asseguraram que a declaração francesa é insuficiente. EFE jju/db

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