Conselho de Segurança da ONU se reúne após condenação de Suu Kyi

NAÇÕES UNIDAS - O Conselho de Segurança da ONU vai se reunir nesta terça-feira para discutir a condenação a 18 meses de prisão domiciliar imposta por um tribunal de Mianmar à líder da oposição Aung San Suu Kyi. O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, deplorou a condenação.

Reuters |

A porta-voz da ONU Marie Okabe afirmou que o conselho formado por 15 nações vai se reunir nesta tarde para consultas a portas fechadas.

As chances de uma ação real do conselho parecem pequenas. A China, que tem poder de veto no conselho, sempre foi contra sanções ao vizinho Mianmar.

Um comunicado divulgado pelo gabinete do secretário-geral Ban, que está atualmente visitando a Coreia do Sul, seu país de nascimento, disse que "deplora veementemente" a condenação de Suu Kiy e pediu a libertação dela.

Segundo a nota, Ban pediu à junta militar que governa Mianmar a "libertação imediata e incondicional" de Suu Kyi, que é ganhadora do prêmio Nobel da Paz, e que eles "trabalhem com ela sem atraso como uma parceira essencial no processo de diálogo e reconciliação nacional".

"A menos que ela e todos os outros presos políticos em Mianmar sejam soltos e possam participar de eleições livres e justas, a credibilidade do processo político permanecerá em dúvida", acrescentou o comunicado.

Suu Kyi foi condenada por violar a lei de segurança interna após um cidadão norte-americano ter visitado a casa onde ela já estava sendo mantida em custódia.

Críticas

O processo foi criticado como sendo uma forma encontrada pelos militares para manter a líder da oposição presa até depois das eleições programadas para o ano que vem.

O partido de Suu Kyi, Liga Nacional para Democracia, venceu a última eleição no país em 1988, mas nunca conseguiu assumir o poder.

Suu Kyi terminava de cumprir uma pena de cinco anos de prisão quando o intruso invadiu sua casa.

Acredita-se que Yettaw, de 54 anos, sofre de epilepsia, diabetes e transtorno de estresse pós-traumático.

Ele foi internado em um hospital de Yangun e teria sido liberado na segunda-feira à noite, depois de uma semana de tratamento por ataques epilépticos.

* Com EFE e AFP

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