Conselho de Segurança da ONU retoma negociações sobre cessar-fogo em Gaza

Nações Unidas, 8 jan (EFE).- O Conselho de Segurança da ONU analisa um projeto de resolução sobre a ofensiva israelense em Gaza, um documento que Estados Unidos, França e Reino Unido negociaram mais cedo com os países árabes.

EFE |

A secretária de Estado dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, e seus colegas da França, Bernard Kouchner, e do Reino Unido, David Miliband, mantiveram hoje intensos contatos em Nações Unidas com os ministros de Exteriores árabes para alcançar um acordo sobre essa proposta.

Posteriormente, os 15 membros do Conselho de Segurança iniciaram uma reunião às 20h (de Brasília) para analisar esse projeto de resolução e tentar aprová-lo hoje mesmo.

O documento respalda a trégua proposta na terça-feira pelo presidente do Egito, Hosni Mubarak, após sua reunião com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, na cidade egípcia de Sharm el-Sheikh, destacaram fontes diplomáticas.

O conteúdo deste projeto de resolução é similar ao de uma declaração que os três países apresentaram na quarta-feira ao Conselho, mas que foi rejeitada pelas nações árabes, que o consideraram insuficiente.

No entanto, ao transformá-la em uma resolução, o texto ganha caráter vinculativo, algo reivindicado pelas delegações árabes.

"Agora estamos satisfeitos e esperamos que este processo possa terminar esta tarde com a adoção de uma resolução do Conselho de Segurança", informou o ministro de Exteriores marroquino, Taieb Fassi Fihri, ao fim de uma das reuniões.

O chanceler destacou que o projeto de resolução contém um pedido de cessar-fogo e a implementação de mecanismos para abordar as razões que levaram ao novo confronto bélico entre Israel e o movimento islâmico Hamas, que controla Gaza desde meados de 2007.

A elaboração deste texto de consenso permitiu abandonar um projeto de resolução anterior promovido pela Líbia, em nome da Liga Árabe, que não agradava os Estados Unidos, a França e ou Reino Unido.

O documento líbio ameaçava Israel a deter suas atividades militares e colocar fim ao bloqueio ao qual submete o território desde 2007, mas não mencionava a participação do Hamas no conflito.

EFE jju/db

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