Conselho de Segurança da ONU poderá discutir Irã, diz Rússia

BERLIM (Reuters) - Membros do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) vão conversar sobre o Irã, caso o país não aja de forma construtiva numa contenda sobre sua atividade nuclear, anunciou a Rússia nesta sexta-feira, num sinal de que Moscou talvez esteja desejando uma atuação mais dura com relação à República Islâmica. O Irã enfrenta uma possível quarta rodada de sanções do Conselho de Segurança da ONU em razão de sua atividade de enriquecimento de urânio. O Ocidente acredita que o trabalho é destinado a desenvolver uma bomba nuclear.

Reuters |

Teerã nega a acusação e diz que seu programa atômico tem apenas finalidades civis.

"Nós confirmamos que, se não observarmos uma resposta construtiva do Irã, teremos de discutir isso no Conselho de Segurança da ONU", afirmou o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, a jornalistas numa entrevista coletiva com o seu correspondente alemão em Berlim.

Ele acrescentou que ainda espera encontrar uma solução diplomática.

Mais cedo, o ministro das Relações Exteriores alemão, Guido Westerwelle, afirmou que o Irã havia usado táticas de adiamento, em vez de agir.

"Pelos últimos dois anos o Irã tem repetidamente blefado e usado subterfúgios", disse Westerwelle à rádio Deutschlandfunk. "Ele tem jogado há um tempo e é claro que nós, na comunidade internacional, não podemos aceitar um Irã com armas nucleares."

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou na terça-feira que seu país estava preparado para enviar urânio de baixo enriquecimento (LEU) ao exterior para que ele seja convertido em combustível para um reator de medicina nuclear, a fim de demonstrar que seus propósitos nucleares são puramente pacíficos.

Na quinta-feira, a China disse que isso representa uma mudança na posição do Irã, significando que valia a pena prosseguir com as negociações em vez de discutir sanções mais amplas contra Teerã. Mas diplomatas afirmaram que o Irã não conduziu nenhuma mudança em sua posição para a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

(Reportagem de Michael Nienaber)

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG