Conselho de Segurança da ONU pede contenção no Líbano

Nações Unidas, 8 mai (EFE) - O Conselho de Segurança da ONU pediu hoje que os grupos sunitas e xiitas que se enfrentam no Líbano se contenham e apelou aos partidos políticos para retomar a busca de uma solução à crise constitucional pela qual o país passa. Em declaração lida por seu presidente rotativo, o embaixador britânico John Sawers, o principal órgão das Nações Unidas expressa sua preocupação com os combates que estão acontecendo no Líbano e os bloqueios de estrada realizados pelo partido xiita Hisbolá. Os membros do Conselho de Segurança pedem a todas as partes calma e contenção, e solicita a reabertura imediata de todas as estradas, afirma o texto. Os 15 integrantes do Conselho consideram que a melhor maneira de distender a tensão e evitar uma maior desestabilização é resolver a atual crise política. Eles também destacaram a necessidade de preservar a segurança e a soberania do Líbano e expressaram seu respaldo às instituições constitucionais do país. Os membros do Conselho de Segurança destacam a importância vital de que todas as partes colaborem para resolver os problemas do Líbano mediante o diálogo pacífico, indica a declaração. Para isso, ressaltam seu respaldo ao plano proposto pela Liga Árabe, que sugere a formação de um Governo de união nacional e a realização de eleições gerais. A declaração do Conselho conclui lembrando que a estabilidade a longo prazo do Líbano depende do cumprimento da resolução 1.559, que obriga à...

EFE |

O embaixador dos Estados Unidos perante a ONU, Zalmay Khalilzad, disse no fim de uma reunião na qual foi acordada esta declaração que seu país é partidário de que o Conselho adote novas medidas em relação à situação no Líbano.

Ele culpou da crise o Hisbolá e seus "partidários" (Síria e Irã) de ter causado o atual clima de tensão e confrontos por sua recusa a aceitar a candidatura de consenso do comandante-em-chefe do Exército libanês, o general Michel Suleiman, como novo presidente.

"O Líbano está mais uma vez à beira do abismo, o Hisbolá e seus partidários são um desafio para o Governo porque conseguiram criar um estado dentro do Estado", disse o embaixador americano.

Durante essa mesma sessão do Conselho, o enviado especial da ONU para o Líbano, o norueguês Terje Roed Larsen, disse que a crise política libanesa e "as manobras desafiantes das milícias" são uma ameaça à soberania, democracia e independência do Líbano.

Larsen transmitiu o apelo do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, "a todas as partes para que coloquem fim a estes distúrbios e se abra a passagem em todas as estradas do país", que permanecem bloqueadas desde quarta-feira, quando começaram os protestos contra o Governo. EFE jju/db

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