Conselho de Segurança da ONU não chega a acordo sobre situação em Mianmar

Nações Unidas, 12 mai (EFE) - O Conselho de Segurança discutiu hoje, sem chegar a um acordo, a situação causada pela lenta resposta do Governo de Mianmar (antiga Birmânia) à devastação originada pelo ciclone Nargis no sul desse país.

EFE |

O presidente de turno do Conselho, o embaixador britânico John Sawers, afirmou na saída de uma reunião que alguns países querem respaldar as críticas expressadas hoje pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, à atuação do regime militar birmanês.

"Houve um longo debate, e alguns de nós sustentamos o ponto de vista de que o Conselho de Segurança deve atuar em apoio do secretário-geral, enquanto outros consideram que não é matéria do Conselho", explicou o diplomata.

Países como Reino Unido, França e Estados Unidos expressaram sua disposição a respaldar algum tipo de ação por parte do Conselho para pressionar a Junta Militar birmanesa a não colocar obstáculos à chegada de ajuda internacional.

No entanto, nações próximas a Mianmar, como China, consideram que o desastre causado pelo "Nargis" não representa uma ameaça à paz e à segurança internacional que justifique a atuação do órgão executivo da ONU.

De qualquer forma, Sawers disse que os membros do Conselho acompanharão de perto nos próximos dias a conduta das autoridades birmanesas.

"Acho que as palavras do secretário-geral colocaram o Governo de Mianmar no centro das atenções para ver se adotam as medidas que tanto são necessárias", apontou.

Sawers considerou "vergonhoso" que o chefe da Junta Militar de Mianmar, o general Than Shwe, não tenha respondido às ligações do máximo representante das Nações Unidas.

Por sua parte, o embaixador adjunto da França perante a ONU, Jean-Pierre Lacroix, indicou que seu país não rejeita apresentar algum tipo de proposta perante o Conselho "se não se ver um progresso" nas operações de ajuda humanitária.

Ban advertiu hoje o Governo de Mianmar de que tem que "colocar as vidas de seu povo em primeiro lugar" e assinalou que somente foi possível ajudar um terço das 1,5 milhão de vítimas do ciclone 10 dias depois que esse devastou o sul do país. EFE jju/db

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