Conselho de segurança da ONU fará reunião sobre situação na Geórgia

Nações Unidas, 28 ago (EFE) - O Conselho de Segurança da ONU estuda hoje a realização de uma reunião aberta sobre a situação na Geórgia, na qual também poderiam estar representadas as províncias separatistas de Abkházia e Ossétia do Sul.

EFE |

Os 15 membros do Conselho mantêm hoje consultas a portas fechadas para estudar o pedido da Geórgia de que o principal órgão das Nações Unidas "considere as ações unilaterais ilegais" acometidas por Moscou contra as duas províncias georgianas.

Em carta enviada pelo embaixador da Geórgia, Irakli Alasania, ao presidente de turno do Conselho de Segurança, o embaixador belga Jan Grauls, o país acusa a Rússia de ter violado as resoluções da ONU e a legislação internacional.

Além isso, assegura que Moscou não respeitou o plano de paz de seis pontos elaborado pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, em nome da União Européia (UE), nem a integridade e soberania, independência e integridade territorial da Geórgia.

Alasania propõe que o formato da reunião seja público, algo que os membros do Conselho analisam agora, e, segundo fontes diplomáticas, estuda-se a possibilidade de que se escute também representantes da Abkházia e da Ossétia do Sul.

Esta é a primeira vez que o principal órgão da ONU se reúne para estudar a situação na Geórgia desde que, na terça-feira passada, Moscou reconheceu a independência das duas províncias separatistas georgianas.

Fontes diplomáticas afirmaram que não se prevê que na reunião de hoje seja adotada qualquer resolução ou outra medida similar.

Em reunião em Viena, a ministra de Exteriores georgiana, Eka Tkeshelashvili, acusou hoje a Rússia perante o Conselho Permanente da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) de querer alterar as regras de convivência na comunidade internacional com sua ação militar.

A ministra georgiana denunciou que, "etnicamente", a Ossétia do Sul foi "completamente limpa" pelas tropas russas e que o processo segue nas chamadas "zonas de interposição" russas em território georgiano. EFE vm/db

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