Conselho de Segurança da ONU elogia imposição de sanções a Pyongyang

Nações Unidas, 20 ago (EFE).- O comitê de sanções do Conselho de Segurança das Nações Unidas assegurou hoje estar satisfeito com a colaboração da comunidade internacional na implementação das medidas de punição impostas à Coreia do Norte por suas atividades nucleares e balísticas.

EFE |

O presidente do comitê, o embaixador turco Fazli Corman, afirmou que dezenas de países, entre eles os Estados Unidos, a China e a França, apresentaram os relatórios ao conselho sobre a entrada em vigor das sanções impostas ao regime comunista da Coreia do Norte.

"A cooperação dos Governos foi muito boa e satisfatória", afirmou o diplomata, na saída de uma reunião a portas fechadas na qual informou ao conselho sobre a implementação da resolução 1.874 adotada em junho para reforçar o regime de sanções a Pyongyang.

Entre outras medidas, as transações com as empresas e os indivíduos sancionados foram proibidas, os bens de todos eles foram congelados e as pessoas incluídas estão proibidas de viajarem ao exterior.

No relatório que os EUA entregaram ao comitê presidido por Corman, o país detalha que interceptou aviões e navios norte-coreanos, para impedir a importação de bens e materiais proibidos pelas sanções.

A França também comunicou que inspecionou uma embarcação norte-coreana que fez escala na ilha francesa de Mayotte, no oceano Índico.

Por sua parte, a China pediu em seu relatório que comunidade internacional não se exceda e que evite ações militares no cumprimento das sanções.

"A aplicação da resolução não deve repercutir no desenvolvimento nacional da Coreia do Norte, em seus contatos externos normais ou na vida cotidiana de sua população, nem prejudicar suas relações com outros países", acrescentou Pequim, o Governo mais próximo ao isolado regime de Kim Jong-il.

Pyongyang aumentou a tensão na península coreana no começo do ano, com o lançamento em abril de um foguete de longo alcance e com um teste nuclear realizado um mês depois, seguidos por diversos testes balísticos. EFE jju/pd

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