Conselho de Segurança da ONU defende volta do processo de paz no O.Médio

Nações Unidas, 11 mai (EFE).- O Conselho de Segurança da ONU se uniu hoje aos renovados esforços para ressuscitar o processo de paz do Oriente Médio, que se viu interrompido pelo conflito na Faixa de Gaza no começo do ano e deixado de lado pelo Governo israelense.

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Os 15 membros do principal órgão das Nações Unidas pediram hoje a israelenses e palestinos para que alcancem uma paz duradoura no Oriente Médio, ao mesmo tempo em que afirmaram seu respaldo a uma "atuação diplomática vigorosa" que prossiga com as negociações entre as duas partes em conflito há mais de meio século.

"O Conselho de Segurança reitera sua chamada ao reatamento urgente dos esforços das partes e da comunidade internacional para alcançar uma paz integral, justa e duradoura no Oriente Médio, sobre a base de uma região com dois Estados democráticos", assegura o documento.

A declaração foi adotada por unanimidade após uma reunião liderada pelo ministro de Assuntos Exteriores russo, Serguei Lavrov, atual presidente rotativo do principal órgão da ONU.

O texto considera como "irreversível" o progresso obtido nas negociações da cúpula de Annapolis (Estados Unidos), em 2007, e pede respeito aos compromissos firmados na mesa de diálogo.

Além disso, apoia a proposta de celebrar este ano em Moscou, em uma data indeterminada, uma conferência internacional sobre o Oriente Médio.

"A pausa no processo de paz no Oriente Médio terminou, e deixamos claro que não há espaço para fazer uma nova avaliação do processo", afirmou Lavrov.

O presidente americano, Barack Obama, se reunirá em uma semana em Washington com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e posteriormente com os presidentes do Egito, Hosni Mubarak, e da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu para que as duas partes empreendam "um esforço irreversível" para pôr fim a este longo conflito.

Ban considerou como "inaceitáveis" a ampliação dos assentamentos judaicos na Cisjordânia ocupada, a demolição de casas palestinas em Jerusalém Oriental, os "opressivos" controles militares, assim como o isolamento dos 1,4 milhão de habitantes de Gaza. EFE jju/bba

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