Nações Unidas, 13 ago (EFE).- O Conselho de Segurança da ONU expressou hoje em uma declaração sua grave preocupação com a nova condenação imposta à líder opositora de Mianmar (antiga Birmânia), Aung San Suu Kyi, e reiterou seu apelo à Junta Militar para que liberte todos os presos políticos.

"Os membros do Conselho de Segurança expressam sua grave preocupação com a condenação e sentença de Aung San Suu Kyi e por suas consequências políticas", segundo o texto lido pelo presidente de turno do Conselho, o britânico John Sawers, após três dias de negociações no órgão das Nações Unidas.

Os 15 membros do Conselho "tomam nota da redução da sentença concedida pelo Governo de Mianmar e pedem para adotar as medidas necessárias para criar as condições adequadas para realizar um autêntico diálogo com Aung San Suu Kyi e todas as partes e grupos étnicos do país, a fim de conseguir uma reconciliação nacional".

A declaração também reafirma o apoio do Conselho à gestão de bons ofícios do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, assim como seu compromisso com a integridade territorial birmanesa, e reitera que "o futuro de Mianmar está nas mãos de todo o seu povo".

Após ler a declaração, Sawers disse se sentir "satisfeito" com o conteúdo do texto estipulado pelos membros do Conselho de Segurança nos últimos três dias, apesar de não ter incluído uma condenação à sentença da vencedora do Nobel da Paz.

As declarações do Conselho, ao contrário das resoluções, devem ter o respaldo unânime dos 15 membros, e, por isso, a oposição de um só de seus integrantes impediria emitir a condenação que os Estados Unidos propuseram no órgão na terça-feira.

O Governo chinês expressou no dia seguinte através de comunicado do Ministério de Exteriores que se opunha a uma condenação internacional às ações da Junta Militar birmanesa.

Na terça-feira Suu Kyi foi condenada a 18 meses de prisão domiciliar por quebrar a detenção que já cumpria em sua casa, uma nova sentença que a impedirá de participar das eleições legislativas que o regime pretende realizar em 2010. EFE jju/db

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