Publicidade
Publicidade - Super banner
Mundo
enhanced by Google
 

Conselho de Segurança da ONU condena protestos violentos no Haiti

Nações Unidas, 8 abr (EFE).- O Conselho de Segurança da ONU criticou hoje os protestos violentos que começaram no Haiti na semana passada, e condenou o ataque às dependências da missão do organismo no sul do país.

EFE |

"Os membros do Conselho de Segurança repudiam com firmeza a violência que ocorreu no dia 4 de abril de 2008 e expressam seu mais profundo pesar com a perda de vidas humanas", diz a declaração, lida pelo presidente de turno do Conselho, o embaixador sul-africano, Dumisani Kumalo.

Além disso, o texto condena o ataque contra as dependências da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah) na localidade de Les Cayes, sul do Haiti, e enfatiza "a importância de assegurar a segurança dos funcionários da ONU".

A declaração do principal órgão das Nações Unidas recebeu bem "o progresso alcançado na estabilização" da nação caribenha.

O pronunciamento do Conselho após ouvir o responsável da Minustah, Hédi Annabi, coincide com o aumento dos distúrbios em vários pontos do Haiti, em protesto pelo alto preço dos alimentos.

Milhares de pessoas se manifestaram hoje em Porto Príncipe rumo ao Palácio Nacional, sede da Presidência, paralisando as atividades na cidade.

Desde que começaram os protestos, no dia 3 de abril, cinco pessoas morreram e dezenas ficaram feridas ou foram detidas em várias partes do país.

Em seu discurso de hoje, Annabi advertiu o Conselho de que o descontentamento popular pelo aumento do preço dos alimentos pode prejudicar a estabilização do Haiti e ser utilizado por alguns setores com fins políticos.

Nesse sentido, o Conselho de Segurança expressou, em sua declaração, sua preocupação com "a situação humanitária e estimulou os doadores internacionais a fornecerem assistência humanitária de emergência".

O texto também respalda as reformas judiciais e das forças de segurança empreendidas com o apoio da Minustah e a elaboração de um plano nacional para abordar a grave crise do sistema penitenciário.

A Minustah conta atualmente com 7.066 militares e 1.927 policiais, a grande maioria de países latino-americanos. EFE jju/bf/db

Leia tudo sobre: iG

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG