Conselho de Segurança da ONU condena golpe de Estado na Mauritânia

Nações Unidas, 19 ago (EFE) - O Conselho de Segurança da ONU condenou hoje o golpe de Estado militar que depôs o Governo democrático da Mauritânia e pediu a libertação imediata do presidente Sidi Mohammed Ould Cheikh Abdallahi.

EFE |

"O Conselho de Segurança se opõe a qualquer tentativa de mudar um Governo mediante meios inconstitucionais", afirma a declaração lida pelo presidente de turno do principal órgão, o embaixador belga Jan Grauls.

O texto pactuado entre os 15 membros do Conselho remonta às declarações de condenação ao golpe adotadas pela União Africana (UA) e a União Européia (UE), entre outras partes da comunidade internacional.

O órgão condena as ações do Conselho de Estado criado pelos militares após a queda do presidente e que é liderado pelo general Mohammed Ould Abdelaziz, o antigo chefe da guarda presidencial.

"O Conselho de Segurança exige a imediata libertação do presidente Sidi Mohammed Ould Cheikh Abdallahi e a restauração imediata das instituições legítimas, constitucionais e democráticas", indica a declaração.

O presidente do Conselho leu o texto após ouvir um discurso do embaixador mauritano perante a ONU, Abderrahim Ould Hadrami, que defendeu a medida adotada pelas Forças Armadas do país.

O diplomata qualificou o golpe de Estado como uma "medida corretiva" que foi adotada para evitar o "futuro incerto" ao qual o país enfrentava ao ser afetado por uma grave crise econômica, corrupção e nepotismo.

"O último presidente era refém de um entorno que o tinha desviado de seu dever supremo", disse Hadrami.

Ele pediu a compreensão da comunidade internacional em direção aos esforços para "fortalecer a democracia" mauritana e solicitou ao Conselho que respalde "uma mudança que leve à estabilidade e à prosperidade".

Na saída da reunião, o embaixador mauritano assegurou em declarações à imprensa que os militares atuaram perante uma "situação explosiva" e contam com o apoio da grande maioria da população do país africano. EFE jju/db

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG