Conselho de Segurança da ONU apóia negociações para reunificação do Chipre

Nações Unidas, 17 abr (EFE) - O Conselho de Segurança da ONU manifestou hoje seu apoio ao processo de negociação iniciado pelo presidente do Chipre, Dimitris Christofias, e pelo líder cipriota turco, Mehmet Ali Talat, com a meta de reunificar a ilha mediterrânea.

EFE |

Em declaração lida por seu presidente de turno, o embaixador sul-africano Dumisani Kumalo, o principal órgão das Nações Unidas parabeniza os dois governantes "pela liderança política que demonstraram".

O organismo assegura que se sente "animado" pelo estabelecimento dos grupos de trabalho e dos comitês técnicos que preparam o terreno para o início de negociações plenas "para chegar a uma solução completa e duradoura".

"O Conselho de Segurança espera ver os resultados deste processo de preparação dentro do prazo de três meses estipulado, que se prevê que crie confiança, um impulso e um interesse comum na busca de uma solução justa e duradoura", aponta.

O texto também demonstra a satisfação do Conselho de Segurança com a recente abertura da rua Ledras, em Nicósia, que durante três décadas simbolizou a divisão entre as duas comunidades que formam a ilha do Chipre.

Além disso, reafirma seu compromisso com uma reunificação baseada em uma federação com duas zonas e duas comunidades que possuam igualdade política.

O embaixador da França perante a ONU, Jean-Maurice Ripert, se mostrou satisfeito após a reunião do Conselho e com a mensagem da declaração.

"Proporciona um firme apoio aos líderes greco e turco-cipriotas e ao processo que iniciaram", disse.

Ele acrescentou que o Conselho espera que este processo permita o reatamento as negociações, sob a supervisão da ONU, com vista a uma solução completa do conflito cipriota.

A abertura da rua Ledras, uma avenida comercial cheia de lojas, bares e cafés, foi uma das primeiras decisões tomadas por Christofias e Talat após o reatamento dos contatos bilaterais.

O Chipre está dividido desde que o Exército turco invadiu sua parte norte em 1974 após um golpe de Estado nacionalista greco-cipriota que contava com o respaldo do então regime militar de Atenas.

A República do Chipre, de maioria grega e que ocupa dois terços da ilha, é reconhecida pela comunidade internacional e desde 2004 é membro da União Européia (UE), enquanto a autoproclamada República Turca do Norte do Chipre só é reconhecida pela Turquia. EFE jju/db

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