Conselho de Segurança da ONU amplia mandato na Costa do Marfim

Nações Unidas, 29 jul (EFE).- O Conselho de Segurança da ONU estendeu hoje por outros seis meses o mandato do contingente militar francês na Costa do Marfim e da missão de observação da organização, para que colaborem na realização das eleições presidenciais de 30 de novembro.

EFE |

Os 15 membros do principal órgão da ONU adotaram por unanimidade a resolução apresentada pela França, que autoriza a presença das tropas internacionais em solo marfinense até 31 de janeiro.

A missão de observação da ONU em Costa do Marfim (Onuci) conta com oito mil soldados no país africano, enquanto Paris mantém um contingente de 1.800 militares para apoiar o Governo.

A resolução adotada hoje especifica que o trabalho das tropas internacionais é "apoiar a realização de eleições livres, abertas, justas e transparentes".

Também ressalta que o enviado especial da ONU na Costa do Marfim, o coreano Choi Young-jin, deve certificar que cada uma das etapas da organização das eleições presidenciais e legislativas se desenvolveu com suficientes garantias democráticas.

O embaixador marfinense perante a ONU, Alcide Djedje, destacou o apelo dentro do texto da resolução para que a comunidade internacional contribua financeiramente à organização do pleito.

Ele assegurou que, uma vez que o país realizar as eleições, recuperará totalmente sua soberania e sua situação deixará de ser parte da agenda do Conselho de Segurança.

Por sua parte, o embaixador adjunto da França perante a ONU, Jean-Pierre Lacroix, avaliou a unanimidade do principal órgão da instituição nesta questão como um "sinal firme do respaldo do Conselho ao processo marfinense".

O conflito que a Costa do Marfim busca resolver começou em 19 de setembro de 2002 com o levantamento armado de 800 militares que exigiam a renúncia do presidente Laurent Gbagbo, entre outras medidas.

Os rebeldes fracassaram em sua tentativa e se deslocaram à metade norte do país, enquanto o sul ficou controlado pelo Exército.

A guerra civil que seguiu deixou pelo menos dois mil mortos e mais de um milhão de deslocados.

No fim de 2005 deveriam ter sido realizadas eleições para substituir Gbagbo, mas foram adiadas em um ano e, de novo, postergadas no início de 2007 até outubro, data que também não se cumpriu. EFE jju/db

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