Conselho de Segurança aceita intensificar papel da ONU na Somália

Nações Unidas, 15 mai (EFE).- O Conselho de Segurança da ONU aceitou hoje intensificar o papel da organização na busca de uma saída pacífica para o conflito da Somália e apoiou a proteção internacional dos comboios marítimos humanitários com destino a esse país.

EFE |

Os 15 membros do principal órgão das Nações Unidas solicitam em uma resolução adotada por unanimidade que o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, "mantenha e intensifique" junto à comunidade internacional o trabalho em favor de um processo político nesse país africano.

O texto reitera seu respaldo à contribuição proporcionada pelas marinhas - como a francesa - na escolta dos comboios humanitários do Programa Mundial de Alimentos (PMA) ameaçados por piratas que atuam nessa região.

A instituição solicita à comunidade internacional e às organizações regionais a tomarem "ações apropriadas" em consonância com a ONU para proteger o transporte marítimo que navega por essa região.

"Com esta resolução, é enviada uma indicação ao povo da Somália que escutamos suas súplicas", considerou o embaixador da África do Sul perante a ONU, Dumisani Kumalo, na saída da reunião do Conselho.

O funcionário acrescentou que, pela primeira vez, o povo somali sabe que há uma vontade do órgão executivo das Nações Unidas de "fazer algo" a seu favor.

A resolução promovida pelo Reino Unido também contempla a possibilidade de redução da força da missão de paz da União Africana (Amisom) sejam em um futuro substituídas por contingentes de capacetes azuis caso as circunstâncias de segurança sejam adequadas.

Autoriza o secretário-geral a implementar uma nova estratégia para conseguir "a paz e a estabilidade", o que inclui a ajuda às autoridades federais somalis na organização de um plebiscito constitucional e eleições em 2009.

O texto reafirma a intenção do Conselho de fortalecer a efetividade do embargo de armas imposto à Somália e declara sua intenção de tomar medidas contra quem o violar.

O presidente rotativo do Conselho, o embaixador britânico John Sawers, considerou que a resolução é "um passo adiante", mas observou que a ONU "não pode trazer a paz de um dia para outro a um país que está há 17 anos sem Governo".

"Mas estabelece as circunstâncias sob as quais se pode trabalhar no processo político e se estende a autoridade da ONU à proteção dos comboios humanitários", acrescentou.

O Reino Unidos, assim como a França e os Estados Unidos, poderia apresentar perante o Conselho na próxima semana uma segunda resolução sobre a Somália na qual se autorizaria a perseguição pelas forças internacionais de piratas dentro das águas jurisdicionais somalis. EFE jju/bm/fb

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