Conselho de medicina pode punir equipe que praticou eutanásia em Eluana

Roma, 10 fev (EFE).- O conselho de medicina de Udine, nordeste da Itália, abriu um processo disciplinar contra a equipe que ajudou a praticar a eutanásia em Eluana Englaro, a italiana que ficou 17 anos em estado vegetativo.

EFE |

O presidente desse órgão, Luigi Conte, explicou hoje que se trata de um "procedimento rotineiro" quando ocorrem estes casos.

Conte intimou para depor na próxima quinta-feira o anestesista Amato De Monte, responsável pela equipe médica que voluntariamente se ofereceu para executar a sentença do Supremo Tribunal que permitia à família de Eluana ajudá-la a morrer.

Após falar com De Monte, o conselho de medicina de Udine decidirá se abrirá um sumário sobre o caso para estudar possíveis sanções.

Eluana Englaro, que tinha 38 anos, morreu na segunda-feira às 19h35 (16h35 de Brasília) no quarto dia de jejum total e após passar 17 anos em estado vegetativo, segundo o atestado de óbito assinado pela clínica La Quiete de Udine, onde foi internada em 2 de fevereiro.

No passado, o conselho de medicina de Cremona, norte do país, decidiu abrir um procedimento disciplinar contra o anestesista Mario Riccio, que, em 2006, desligou os aparelhos que mantinham vivo Piergiorgio Welby, que sofria de esclerose múltipla.

O órgão acabou decidindo arquivar o caso, por não considerar que esse gesto representasse uma violação do código deontológico. EFE ccg/db

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