Conselho de Guardiões criará comissão para investigar eleições no Irã

TEERÃ - O Conselho de Guardiões decidiu criar uma comissão especial para investigar as polêmicas eleições presidenciais do dia 12 de junho no Irã, cujo resultado foi denunciado como fraudulento pela oposição.

Redação com agências internacionais |

Em declarações divulgadas pela agência estudantil de notícias "Isna", o porta-voz do Conselho, Abbas Ali Kadkhodai, explicou que a comissão será formada por personalidades políticas e representantes dos candidatos que apresentaram as objeções.

"Na presença da comissão, 10% das urnas serão analisadas e suas conclusões serão divulgadas", explicou o porta-voz.

Horas antes, Kadkhodai tinha anunciado que o Conselho de Guardiães, órgão encarregado de validar os resultados eleitorais, anunciou não ter encontrado fraude nas eleições presidenciais.

"Podemos dizer com total segurança que não houve fraude na apuração", afirmou Kadkhodai.

"As investigações realizadas durante os últimos dez dias mostram que só existem pequenas irregularidades, frequentes em toda votação, mas nada realmente grave que afete a Presidência", acrescentou em declarações divulgadas pela agência de notícias estatal "Irna".

Protestos

Desde a divulgação da polêmica vitória do presidente Mahmoud Ahmadinejad, o Irã é palco de protestos e de uma violenta repressão, na qual morreram pelo menos 20 pessoas e centenas foram presas.

Os três candidatos derrotados apresentaram um total de 646 queixas ao Conselho de Guardiães, por diferentes irregularidades e pediram a repetição das eleições.

O órgão, que tem a última palavra em questões eleitores, admitiu que em pelo menos 50 cidades houve mais votos que eleitores registrados, mas acrescentou que não considerava a opção de repetir as eleições, porque só afetava três milhões de votos.

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