Conselho de Direitos Humanos da ONU pede discussão sobre Gaza

GENEBRA (Reuters) - O Conselho de Direitos Humanos da ONU pediu nesta quarta-feira uma sessão especial para sexta-feira para discutir a situação na Faixa de Gaza, após pedidos de países islâmicos e emergentes, além da Rússia e da China. O pedido formal -- feito por 33 membros do conselho de 47 nações -- diz que a sessão deverá discutir as graves violações de direitos humanos no território palestino ocupado, incluindo a agressão recente na Faixa de Gaza ocupada.

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As resoluções emitidas pelo Conselho não são de cumprimento obrigatório.

Muitos países já expressaram preocupação sobre as mortes de civis em Gaza, onde Israel lançou uma ofensiva para terminar os ataques de foguetes feitos por militantes islâmicos. Mais de 640 palestinos foram mortos nos conflitos, disseram autoridades médicas locais.

A reunião, que deverá durar apenas um dia, será a quinta com o objetivo de condenar Israel de nove sessões especiais que o Conselho promoveu em seus 2 anos e meio de existência.

Nesse período, o Conselho -- onde um bloco de Estados islâmicos apoiados por muitos países africanos, a Rússia, a China e Cuba, possui uma maioria esmagadora -- condenou Israel 20 vezes.

Os outros países que foram fortemente criticados foram Mianmar, quatro vezes, e a Coréia do Norte, uma vez. O Conselho não emitiu condenações a países do bloco majoritário.

Argentina, Brasil e Chile, que estão entre os países em desenvolvimento do Conselho que tomam posições mais neutras, estavam entre os signatários do pedido pela reunião de sexta-feira. A Suíça se juntou a eles na quarta-feira.

Países da União Européia no Conselho, o Canadá e a Coréia do Sul não expressaram apoio ao pedido imediatamente. Os Estados Unidos têm apenas o status de observador e não participa do trabalho do órgão de direitos humanos.

(Reportagem de Robert Evans)

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