Conselho de direitos humanos da ONU não alcança acordo sobre conflito na RDC

Genebra, 28 nov (EFE) - O Conselho de Direitos Humanos da ONU não conseguiu obter hoje consenso na resolução que discutia o conflito na República Democrática do Congo (RDC), por isso as negociações continuarão na próxima segunda-feira. A oitava sessão extraordinária do Conselho de Direitos Humanos ocorreu em um ambiente tenso desde o início, pois havia duas resoluções a debater: uma apresentada pela França em nome da União Européia (UE), e outra pelo Egito, em nome dos países africanos. O projeto africano era mais genérico, e o da UE, mais concreto, já que o dos europeus pretendia apontar todas as violações cometidas no conflito que opõe as forças governamentais e os rebeldes tutsis na região de Kivu do Norte, no nordeste da RDC. Segundo as Nações Unidas, há mais de 250 mil deslocados internos no país africano, sendo 50 mil refugiados na vizinha Uganda. Os países-membros do Conselho de Direitos Humanos negociaram o dia todo uma resolução, sem conseguir o acordo, por isso a única coincidência foi adiar a sessão até segunda-feira de manhã, para poder continuar negociando no fim de semana. No começo da sessão, vários especialistas da ONU denunciaram as violações cometidas em Kivu do Norte, entre as quais há execuções sumárias, mortes e massacres. Recebemos muitas alegações de execuções extrajudiciais, assim como de massacres contra civis. As alegações devem ser investigadas e os autores, julgados, afirmou Philip Alston, relator especial da ONU sobre...

EFE |

Já Yakin Ertürk, relatora sobre a violência contra as mulheres, mostrou-se alarmada com as violações em massa cometidas por homem armados.

"Os abusos sexuais continuam sendo usados como arma de guerra e as mulheres e as meninas estão sem proteção", assegurou Ertürk.

Todos os especialistas lembraram que os saques, abusos sexuais e assassinatos são crimes de guerra, e advertiu de que os comandantes que permitiram esses atos deveriam ser julgados e punidos. EFE mh/db

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