Genebra, 9 jan (EFE).- O Conselho de Direitos Humanos da ONU continuará na segunda-feira sua sessão sobre a situação na Faixa de Gaza, depois de não ter conseguido hoje um acordo para aprovar uma resolução de condenação a Israel e por causa do elevado número de oradores.

O CDH se reuniu hoje, por iniciativa de 33 dos 47 países que integram este órgão das Nações Unidas, para debater as conseqüências sobre a população civil da ofensiva militar lançada por Israel em 27 de dezembro, e que já causou cerca de 800 mortos palestinos.

O projeto de resolução apresentado pelos países árabes e não-alinhados condenava a ofensiva militar israelense e pedia seu fim imediato, mas a pedido da União Européia se acrescentou também uma exigência para que o Hamas cesse o lançamento de foguetes contra povoados limítrofes de Israel.

No entanto, um acordo sobre o ponto que solicita uma investigação internacional sobre as violações dos direitos humanos cometidas pelas forças israelenses continua sem ser obtido.

Um dos países que pediu essa investigação foi a Suíça, cuja representante, Muriel Berset-Kohen, disse que ela devia ser feita especialmente sobre os bombardeios lançados por Israel contra duas escolas administradas pela Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos (UNRWA).

Nesse sentido, um porta-voz da UNRWA, Chris Gunness, assegurou hoje que Israel reconheceu privadamente que não foram lançados foguetes a partir de uma escola desse organismo que foi bombardeada na terça-feira e na qual morreram mais de 40 palestinos.

A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, pediu o envio de observadores internacionais a Israel e aos territórios palestinos ocupados, e insistiu em que se averigúem as exações perpetradas nas últimas duas semanas na Faixa de Gaza. EFE vh/ma

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