Conselho da ONU se mostra incapaz de acordo sobre Coreias

Seul anunciou neste domingo que iniciará manobras militares na península

EFE |

O Conselho de Segurança (CS) da ONU se mostrou neste domingo incapaz de chegar a um acordo para solucionar a crise da península da Coreia, após a decisão de Seul de realizar manobras militares.

"O CS não chegou a um compromisso para um acordo", afirmou o embaixador da Rússia na ONU, Vitaly Churkin, assinalando que "a situação continua tensa e perigosa". "É importante levar em conta que esta situação tem uma única origem: o comportamento provocador da Coreia do Norte", afirmou, por sua vez, a embaixadora dos Estados Unidos e presidente de turno do CS, Susan Rice.

Os membros permanentes e com direito de veto (EUA, França, Reino Unido, Rússia e China) do Conselho, que é o principal órgão de decisões das Nações Unidas, encenaram durante este fim de semana as posturas distantes que mantêm a respeito ao conflito da península coreana.

As frequentes tensões entre Seul e Pyongyang aumentaram desde que no dia 23 de novembro o Exército norte-coreano disparou artilharia contra a ilha sul-coreana de Yeonpyeong. Após esse incidente em águas do Mar Amarelo, que divide as fronteiras das duas Coreias, o sul decidiu realizar manobras militares, em uma ocasião com os EUA, e que já confirmou que repetirá esta segunda-feira.

Refúgio

A Coreia do Sul ordenou nesta segunda-feira aos moradores da ilha de Yeonpyeong que se desloquem para refúgios, pouco antes do início das manobras militares nessa região situada a apenas 13 quilômetros da Coreia do Norte, informou a agência sul-coreana "Yonhap".

Um porta-voz da Junta de Chefes do Estado-Maior da Coreia do Sul disse à "Yonhap" que as manobras anunciadas para hoje em Yeonpyeong, situada na tensa fronteira no Mar Amarelo (Mar Ocidental), são "rotineiras" e que Seul tem "legitimidade" para realizá-las a fim de "defender as ilhas do noroeste".

Na ilha se encontram cerca de 280 pessoas, entre moradores, jornalistas e funcionários, aos quais se lhes ordenou sua evacuação para refúgios antiaéreos através de alto-falantes logo pela manhã, segundo a agência sul-coreana.

AP
Moradores sul-coreanos da ilha de Yeonpyeong, atacada pela Coreia do Norte em novembro, testam máscaras de gás em refúgio

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