Conselho da ONU condena violência no Haiti e pede ajuda

Por Patrick Worsnip NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - O Conselho de Segurança das Nações Unidas condenou na terça-feira a onda de violência no Haiti, provocada pelo aumento dos preços dos alimentos, e pediu ajuda emergencial ao país mais pobre das Américas.

Reuters |

Cinco pessoas morreram em uma semana de manifestações, sendo quatro delas durante distúrbios na semana passada na localidade de Les Cayes. Os protestos continuam na terça-feira, virtualmente paralisando Porto Príncipe, a capital.

'Os membros do Conselho de Segurança condenam fortemente a violência que teve lugar em 4 de abril de 2008 e expressaram seu profundo lamento pela perda de vidas', disse nota divulgada após depoimento de Hedi Annabi, enviado da ONU para o Haiti.

A nota também condenou o ataque às instalações da Minsutah (força de paz da ONU, comandada pelo Brasil) em Les Cayes e 'salientou a importância de garantir a segurança do pessoal da ONU'.

O texto também cita preocupação com a situação humanitária e pede doações.

Annabi disse a jornalistas que a ampla maioria dos haitianos está sendo seriamente afetada pelo aumento global nos preços dos alimentos, já que 80 por cento da população do país vivem com menos de 2 dólares por dia.

'Um esforço especial é necessário para fornecer alívio imediato, assistência, ajuda alimentar à população do Haiti, bem como apoio para a próxima temporada agrícola por meio da provisão de fertilizantes e sementes', disse ele.

Ao falar ao Conselho, Annabi disse que, embora os distúrbios tenham sido provocados pelo preço dos alimentos, 'eles também parecem ter uma dimensão política'.

'Por causa da violência que já ocorreu no passado, o público haitiano é particularmente sensível às ameaças de instabilidade. Uma reação firme e visível é essencial --e só pode ser alcançada por meio de uma estreita colaboração entre as autoridades haitianas e a Minustah.'

Annabi e o Conselho se disseram, porém, animados com os progressos do atual governo em estabilizar um país que tem um longo histórico de conflitos.

Mesmo assim, o enviado da ONU disse que tais progressos permanecem 'extraordinariamente frágeis e sujeitos a uma repentina reversão'.

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