Por Stephanie Nebehay GENEBRA (Reuters) - A Organização das Nações Unidas (ONU) condenou nesta sexta-feira o que chamou de violações sistemáticas dos direitos humanos em Mianmar e exortou a junta militar que controla o país a soltar todos os presos políticos. Estima-se que o número de detentos chegue a 2.100.

A resolução, patrocinada pelo Ocidente, foi criticada pela maioria dos países asiáticos, além da Rússia, que afirmou que a decisão, de cumprimento não-obrigatório, não é produtiva.

"Condenação e exercer pressão não são úteis para resolver fundamentalmente o problema", disse o enviado da China à ONU.

A resolução pede que os militares de Mianmar parem de realizar "prisões com motivação política" e imediatamente soltem incondicionalmente todos os prisioneiros políticos detidos em "condições cruéis, em locais desconhecidos ou sem acusação formal".

Os pedidos incluem a libertação da líder oposicionista Aung San Suu Kyi, vencedora do prêmio Nobel da Paz, cuja mais recente prisão domiciliar começou em 2003.

O Conselho de Direitos Humanos também pediu às autoridades de Mianmar que revejam as "duras sentenças" dadas contra críticos desde novembro, em julgamentos a portas fechadas, e que encerrem a impunidade às pessoas que cometerem abuso dos direitos humanos.

O conselho também estendeu para um ano o mandato de seu investigador especial em Mianmar, Tomas Ojea Quintana, dizendo que a situação no país pede um monitoramento cuidadoso.

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