Conselho da Europa considera enforcamentos no Japão pavorosos, arbitrários e injustos

O Conselho da Europa lamentou nesta quinta-feira os quatro novos enforcamentos anunciados no Japão e considerou arbitrário e injusto o atual aumento do número de execuções neste país.

AFP |

"A pena capital não é obra de uma justiça civilizada e a maneira como ela é aplicada no Japão (em segredo e sem anúncio prévio) é particularmente pavorosa", declarou Lluís Maria de Puig, presidente da Assembléia Parlementar do Conselho da Europa (APCE) em um comunicado divulgado em Estrasburgo.

"É alarmante que o número de execuções esteja aumentando no Japão, devido ao fato de que o atual ministro da Justiça - ao contrário de seu antecessor - apóia a pena de morte, e seja por conseqüência favorável a sua aplicação. Uma situação como esta é arbitrária e injusta", segundo o presidente da APCE.

O dirigente europeu reiterou o apelo da APCE ao Japão, que ocupa a posição de observador no Conselho da Europa, para que institua uma moratória nas execuções.

Os enforcamentos desta quinta-feira elevam para 20 o número de execuções no país desde 25 de dezembro de 2006, quando as autoridades cancelaram uma moratória de 15 meses promovida pelo Ministério da Justiça na ocasião, Seiken Sugiura, um abolicionista convicto.

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