Conselho da BSkyB respalda James Murdoch como presidente

Reunião de executivos da rede de TV por satélite britânica debateu papel de filho de Rupert Murdoch em meio a escândalo de grampos

iG São Paulo |

Uma fonte que teve acesso ao veredicto da reunião do conselho da British Sky Broadcasting (BSkyB) disse que os executivos da companhia apoiaram James Murdoch , filho do magnata Rupert Murdoch, para permanecer como presidente da rede de televisão por satélite britânica, uma das principais ambições europeais de Rupert Murdoch.

O conselho da companhia se reuniu com James Murdoch em meio ao escândalo de escutas ilegais pelo extinto tabloide britânico News of the World , que fazia parte da News International, braço britânico do conglomerado de Murdoch News Corp.

AFP
Imagem de TV mostra James Murdoch, filho do magnata australiana, durante depoimento (19/7)
De acordo com a Associated Press, a fonte disse que na reunião debateu-se o papel do presidente da BSkyB e James Murdoch acabou recebendo apoio unânime de todos os diretores. "O papel do presidente foi discutido amplamente hoje e recebeu o apoio unânime do conselho de administração", afirmou a fonte. A decisão será confirmada em um comunicado divulgado na sexta-feira.

A reunião do conselho da BSkyB foi a primeira desde que a News Corp. abandou a oferta de compra dos 61% de ações em circulação da BSkyB que não possui, em meio ao escândalo de grampos do News of the World.

A reunião acontece quando a Ofcom, a reguladora da radiodifusão britânica, dá andamento às investigações para saber se a BSkyB permanece "idônea e competente" para possuir uma licença de transmissão depois do escândalo envolvendo a News Corp. As ações da BSkyB caíram 14% desde os últimos capítulos do escândalo.

Inquérito

Também nesta quinta-feira, o juiz britânico Brian Levenson abriu oficialmente o inquérito público sobre o escândalo de escutas ilegais do News of the World, que chamou atenção para o relacionamento estreito entre políticos, polícia e organizações de mídia.

A comissão responsável pela investigação é formada por outros seis integrantes, entre eles dois jornalistas, um ex-chefe de polícia e um ativista das liberdades civis. Segundo Levenson, em primeiro lugar o grupo vai avaliar a legislação relativa aos meios de comunicação e se é necessário fazer alterações. "Haverá um debate sobre os limites da ideia de interesse público", indicou o juiz.

Depois, a investigação vai analisar a relação entre a imprensa, a polícia e os políticos na Grã-Bretanha. As audiências públicas começarão em setembro e o grupo tem 12 meses para finalizar um relatório sobre o caso.

Levenson afirmou que tem o poder legal para exigir evidências das testemunhas e que planeja utilizá-lo, caso elas se recusem a colaborar com as investigações.

"Para algumas pessoas oode ser tentador sugerir que o problema é ou era apenas de um grupo de jornalistas do News of the World, mas eu encorajo a todos a pensar de forma mais ampla sobre o bem público e me ajudar a chegar à raiz do problema', afirmou.

*Com AP

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