Conselheiro denuncia complô para matar Ahmadinejad em Bagdá e em Roma

Um conselheiro do presidente iraniano Mahmud Ahmadinejad afirmou nesta segunda-feira que o chefe de Estado ultraconservador escapou de duas tentativas de assassinato no Iraque, em março passado, e na Itália, no início de junho, em uma conferência internacional.

AFP |

"As ações do presidente nos últimos três anos colocaram em perigo os interesses ilegítimos de muita gente no Irã e no exterior, e, por isso, alguns pensaram que podiam derrubá-lo ou assassiná-lo", assegurou Ali Zabihi, conselheiro so presidente para recursos humanos.

"Os complôs para assassinar o presidente no Iraque e na conferência da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura) fracassaram graças a Deus", acrescentou.

Segundo Zabihi, certos grupos estão preparando o assassinato do presidente em função da aproximação das eleições presidenciais de 2009.

"Como no início da Revolução (islâmica de 1979), algumas pessoas dentro e fora do país buscam fomentar um ambiente ruim para preparar um ação contra ele (...) conforme a ordem dada por (presidente George W.) Bush de matar os dirigentes iranianos", acrescentou.

Segundo Zabihi, os inimigos de Ahmadinejad temem que "os iranianos reelejam o presidente".

Ahmadinejad é cada vez mais criticado, inclusive dentro dos escalões conservadores que o acusam de conduzir mal o país e de ter provocado uma inflação que atinge os 25%.

Na semana passada, o presidente afirmou que 'inimigos' planejaram seqüestrá-lo e matá-lo durante sua visita histórica ao Iraque em março, mas que uma mudança de programa fez o plano fracassar.

Vários jornais moderados ironizaram e, inclusive, colocaram em dúvida as declarações do presidente sobre uma conspiração para assasiná-lo.

O jornal Etemad Melli questinou: "uma vez que Ahmadinejad viajou para Nova York (em setembro, para participar da Assembléia Geral da ONU), não teria sido mais simples para os americanos seqüestrá-lo em seu próprio território?".

Sin embargo también pidió a los órganos competentes examinar "las afirmaciones del presidente" y si no son confirmadas "llamar la atención sobre las consecuencias nefastas que podría acarrear para el país utilizar tales medios de propaganda". sgh/pcl/cn/fp

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