Conselheiro de Bush diz que ataque ao Irã causaria desordem

WASHINGTON (Reuters) - O conselheiro militar da Casa Branca, almirante Mike Mullen, disse neste domingo que está preocupado que qualquer ataque ao Irã resulte em um risco de mais desordem no Oriente Médio. Acho que seria significativo. Eu me preocupo muito com isso, disse Mullen, chefe do comando conjunto das Forças Armadas, a um noticiário da TV Fox News

Reuters |

Autoridades dos EUA têm minimizado os temores de um ataque militar contra o Irã por causa de seu programa nuclear, que o governo iraniano diz ter objetivos pacíficos. Mas Israel teme que o Irã esteja procurando construir armas atômicas. A especulação de que Israel iria bombardear instalações nucleares iranianas aumentou desde que os militares israelenses realizaram um grande exercício aéreo no mês passado.

'Eu me preocupo com instabilidade naquela parte do mundo e... consequências possíveis não intencionais decorrentes de um ataque como esse', disse Mullen.

O almirante disse que seria difícil prever o impacto (do ataque) na região ou que ações os EUA teriam de tomar para contê-lo.

'Atualmente eu estou combatendo duas guerras e não preciso de uma terceira', disse Mullen, falando do engajamento militar dos EUA no Afeganistão e Iraque. Mas ele rapidamente acrescentou que os militares dos EUA seriam capazes de conduzir uma nova frente.

Em contrapartida, Mullen acrescentou que o risco de não fazer nada também é grande.

'É um problema muito, muito árduo', disse Mullen. 'Mas é nesse ponto que eu penso que esta comunidade internacional e sua pressão têm de continuar especificamente sobre o Irã para que não prossiga nesse caminho.'

O Irã pode sofrer novas sanções depois que as conversações sobre seu programa nuclear terminaram em impasse no sábado, apesar da participação dos EUA nas reuniões, sem precedentes, já que os dois países não têm relações diplomáticas.

Mullen disse acreditar que os iranianos pretendem construir armas nucleares. 'Temos de descobrir um meio de garantir que isso não aconteça', disse ele.

(Reportagem de Doina Chiacu)

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