Conheça possíveis candidatos republicanos à Casa Branca em 2012

Saibam mais sobre os principais nomes cotados para fazer frente a Obama na próxima eleição presidencial

iG São Paulo |

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta segunda-feira sua intenção de concorrer à reeleição na próxima eleição presidencial, que ocorrerá em novembro de 2012. A expectativa é de que Obama seja confirmado como o candidato pelo Partido Democrata na convenção do ano que vem.

No partido de oposição, o Republicano, políticos também já dão sinais de que podem tentar fazer frente a Obama nas eleições de 2012. Veja os principais nomes cotados para a candidatura republicana:

© AP
Sarah Palin discursa em evento do Tea Party (18/10/2010)
Sarah Palin

Ex-candidata à vice-presidência americana, na chapa de John McCain, Sarah Palin renunciou ao cargo de governadora do Alasca em 2010, dando fôlego aos rumores de que têm intenção de se candidatar à presidência nas próximas eleições.

Embora não tenha oficializado a intenção de concorrer, quando questionada sobre se conseguiria derrotar o democrata na disputa de 2012, a republicana, respondeu: "acredito que sim".

Em 2008, Sarah foi muito criticada por sua falta de experiência política e por cometer várias gafes, mas conseguiu seduzir um grande número de eleitores entre os ultraconservadores do Partido Republicano. Hoje, é o principal nome do movimento ultraconservador conhecido como Tea Party, que mostrou sua força nas eleições parlamentares de 2010.

Sarah leva vantagem em relação a outros republicanos por ser um nome conhecido nacionalmente. Autora de best-sellers, ela também é considerada uma estrela de televisão: além de ser comentarista do canal Fox News - o principal veículo da direita americana na TV -, ela também foi tema de um reality show em uma emissora a cabo

AP
Mitt Romney discursa em Las Vegas (02/04)
Mitt Romney

Ex-governador do Massachussetts, tentou a candidatura em 2008, mas sua fortuna, construída no setor da estratégia corporativa, não foi suficiente para superar os problemas de sua campanha: mensagens inconsistentes, mudanças de políticas e o fato de ter tradado a campanha mais como um evento de marketing do que político. Sua estratégia foi bastante criticada entre colegas republicanos e culminou em um debate em New Hampshire onde todos os oponentes pareciam estar combatendo-o. Outra crítica é a religião mórmon, vista negativamente por parte do eleitorado.

Romney parece ter aprendido as lições de 2008 e tenta transmitir a imagem de candidato amadurecido. Ele cortejou importantes figuras do partido em Estados fundamentais como a Carolina do Sul e New Hampshire, seu atual domicilio eleitoral, angariou verbas para vários candidatos (acumulando crédito dentro do partido) e tem reputação de ser trabalhador e leal.

Romney escolhe suas aparições públicas cuidadosamente, fazendo declarações apenas em assuntos considerados nacionais, como o envolvimento americano no Afeganistão, e evitando as discussões internas do partido. Sua carreira, especialmente a capacidade de reverter a sorte de empresas problemáticas, pode ser um grande trunfo se a economia continuar ocupando espaço principal em 2012.

Mas Romney tem obstáculos a superar, especialmente uma gestão considerada moderada como governador do Estado de Massachusetts, o que não cai bem entre muitos eleitores conservadores. Ele deve ter dificuldades especialmente ao explicar sua proposta de reforma do sistema de saúde do Estado, muito parecida com o plano aprovado por Obama em 2009 sob forte oposição republicana.

AP
Tim Pawlenty discursa em Waukee, Iowa (07/03)
Tim Pawlenty

O ex-governador de Minnesota é o único até o momento a ter oficialmente se declarado pré-candidato junto a Comissão Eleitoral Federal dos Estados Unidos.

Ele chegou perto de ser escolhido vice de John McCain em 2008, mas foi preterido em favor de Sarah Palin. Pawlenty não concorreu a reeleição para governador em 2010, aumentando a especulação de que tentaria o pleito presidencial em 2012.

Pawlenty passou boa parte dos últimos tempos fazendo campanha e levantando fundos para candidatos republicanos, o que aumentou nacionalmente sua rede de apoio. Suas mais famosas declarações sobre políticas nacionais têm sido a respeito do sistema de saúde, opondo-se fortemente à proposta de Obama, mas de forma menos absoluta que muitos de seus colegas. Ele argumenta que rejeitaria a lei como está, mas propria outra que manteria alguns dos elementos propostos por Obama.

Seu maior problema é o fato de seu nome não ser reconhecido nacionalmente, ao contrário de candidatos candidatos como Palin. Mas ele é um conservador e um cristão com um currículo político sólido, o que o torna um concorrente real.

Getty Images
Huckabee fala sobre um de seus livros em Washington (24/02)
Mike Huckabee

O ex-governador do Arkansas Mike Huckabee já foi pastor batista, o que pode explicar seu carisma na pré-campanha republicana de 2008. Ele tocou baixo em uma banda, contou piadas e falou abertamente sobre sua luta contra a balança - Huckabee perdeu 50 kg e se tornou um corredor de maratonas.

Huckabee venceu o chamado caucus de Iowa - uma das disputas eleitorais mais importantes das primárias presidenciais nos Estados Unidos - mesmo tendo bem menos recursos do que Romney. Mas foi considerado um novato com pouco reconhecimento nacional.

Sua trajetória política também foi vista como inconsistente. É considerado um conservador, mas suas posições sobre os imigrantes, por exemplo, não são consideradas tão duras quanto a de seus oponentes. Sua gestão como governador também não foi considerada muito conservadora em termos fiscais.

Atualmente ele tem um programa de entrevistas na rede de TV americana Fox News, o que lhe dá uma plataforma para falar a seus eleitores. Mas, em uma época em que a economia tem tanta importância, sua falta de credenciais nessa área pode ser um problema na hora de angariar apoio entre os republicanos.

AFP
Michele Bachmann discursa em evento do Tea Party em Washington (31/03/2011)
Michele Bachman n

Mais conhecida como uma presença constante na televisão a cabo e a fundadora do cáucaso do movimento Tea Party na Câmara, a representante do Estado de Minnesota na Câmara dos Deputados estuda a possibilidade de buscar a indicação presidencial republicana. Ela é vista como alguém capaz de ofuscar Sarah Palin no Tea Party

Michele foi criada como democrata – ela e o marido Marcus trabalharam na campanha de Jimmy Carter, em 1976 – mas disse ter mudado de lado quando leu um livro de Gore Vidal que achou ser "um escárnio de nossos pais fundadores".

Ela serviu seis anos no Senado em Minnesota e está em seu quinto ano no Congresso. No ano passado, demonstrou capacidade de arrecadação nacional ao conseguir US$ 13 milhões em sua disputa pela Câmara. Ela também criou cinco filhos e 23 crianças órfãs, o que a torna especialmente popular entre as famílias conservadoras. Entre os obstáculos a superar estão várias gafes cometidas, principalmente sobre a história dos Estados Unidos, que levantam dúvidas sobre seu preparo para uma campanha nacional.

AP
Newt Gingrich conversa com jornalistas em Atlanta (03/03/2010)
Newt Gingrich

Gingrich já foi presidente da Câmara dos Representantes e já sugeriu que poderia concorrer em eleições passadas, mas nunca o fez, embora agora muitos comentaristas digam que agora ele tem chances reais. Ele é muito respeitado por ter liderado os congressistas republicanos quando acabaram com 40 anos de oposição, em 1994.

Mas, como um de seus pontos fracos, críticos apontam sua tendência a ser "temperamental", característica que os americanos não consideram desejável para seus presidentes. Ele já fez várias declarações consideradas pouco diplomáticas.

Sua vida pessoal também pode representar problemas. Sua primeira esposa o acusou de ter se divorciado quando ela se recuperava de um câncer no hospital e disse que ele mantinha um relacionamento com uma funcionária (que depois se tornaria sua esposa).

Nessa mesma época ele liderava o processo de impeachment contra o então presidente Bill Clinton por causa do caso com Monica Lewinsky.

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Haley Barbour fala ao Congresso em Washington (01/03/2011)
Haley Barbour

O popular governador do Mississipi, Haley Barbour, não é tão conhecido nacionalmente como alguns de seus oponentes, mas é considerado um político habilidoso.

Haley Barbour é considerado um político habilidoso
Quando muitos conservadores estavam descontentes com os grandes gastos cometidos pela administração de George W. Bush, Barbour era citado como uma história Republicana de sucesso.

Ele cumpriu as promessas em dois temas fundamentais, os cortes públicos e modificar as leis contra erros médicos no Estado. Contra ele é apontado o fato de ter sido um lobista em Washington, atividade que se tornou bastante impopular nos últimos anos.

Outros nomes

O governador de Indiana, Mitch Daniels , é um conservador bastante elogiado por seu desempenho na área econômica. Mas ele não transmite entusiasmo em discussões sobre temas sociais como o aborto, casamento gay e pesquisas com células-tronco, que podem dominar as primárias.

A popularidade do senador por Dakota do Sul John Turne vem crescendo nos círculos republicanos. Mas ele votou a favor do pacote de resgate financeiro proposto por George W. Bush em 2008, decisão que repercutiu mal entre eleitores republicanos.

Chris Christie , governador de Nova Jersey, vem cimentando uma reputação como político que cumpre as promessas que faz. Mas ele costuma ter ideias próprias a respeito de vários temas e não está claro qual será a reação dos republicanos a ele.

Acredita-se que o congressista libertário texano Ron Paul tentará mais uma vez a Presidência. Seu tipo de conservadorismo não é o mais comum, mas deve manter o debate aceso e provocar seus adversários.

Com BBC

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