Conheça os principais personagens do escândalo de escutas ilegais

Saiba quem são as pessoas que atraíram críticas ou renunciaram pelo caso envolvendo um tabloide britânico da News Corp., de Murdoch

AP |

AP
Rupert Murdoch durante depoimento ao Comitê de Mídia do Parlamento britânico em 19/07
- Rupert Murdoch: Chefe-executivo de 80 anos da News Corporation , império midiático cuja base fica em Nova York e tem divisões na Ásia, Europa, EUA e América Latina. O australiano pediu desculpas pelo escândalo de escutas ilegais , mas enfrenta duras críticas após décadas de sucesso comercial. Sua influência sobre a política britânica tem sido fonte de controvérsia, e seus tabloides floresceram nos equívocos dos concorrentes com fotos ousadas e manchetes capciosas. Em meio à escalada do escândalo, foi forçado a fechar o News of the World, que existia havia 168 anos, e a abandonar uma oferta de US$ 12 bilhões pela companhia de satélite British Sky Broadcasting. Em seu testemunho perante o Parlamento em 19 de julho, disse que sabia pouco ou nada das práticas antiéticas de seus jornais britânicos.

AFP
Imagem de TV mostra James Murdoch, filho do magnata australiana, durante depoimento ao Parlamento britânico em 19/07
- James Murdoch: O filho de 38 anos e aparente herdeiro é presidente e chefe-executivo das operações da News Corp. na Europa e na Ásia desde 2007, e posteriormente se tornou vice-chefe da companhia. Ele não diretamente inspeciona o agora fechado News of the World , tabloide que é o pivô do caso de grampos de celebridades e de outras pessoas, mas aprovou pagamentos para algumas das vítimas mais importantes das escutas feitas pelo jornal. Atualmente ele diz que "não tinha a noção completa do caso" quando aprovou os pagamentos. Em seu testemunho perante o Comitê de Cultura, Mídia e Esportes do Parlamento britânico em 19 de julho, afirmou que a extensão das escutas ilegais só se tornou clara para ele e para outros executivos graduados durante julgamentos civis contra a companhia por vítimas dos grampos em 2010. 

AFP
Rebekah Brooks pediu demissão em 15 de julho
- Rebekah Brooks: Com 43 anos, a ex-editora-executiva da News Internacional, divisão britânica da News Corp. de Murdoch, foi detida no domingo , e solta sob fiança após depor por 12 horas, em meio à investigação das escutas ilegais e do pagamento de propina a policiais. Sua detenção ocorreu depois de renunciar a seu cargo na sexta-feira 15 de julho. Rebekah foi uma leal funcionária do magnata australiano e atuou como editora do News of the World (2000-2003) durante parte do tempo em que jornalistas do tabloide interceptaram mensagens de telefone. Ela jantou com o primeiro-ministro britânico, David Cameron, no Natal, refletindo o mundo de poder e conexões em que ela já transitou. Em 19 de julho, negou ter pago policiais para obter informações quando era editora do tabloide. 

AFP
Paul Stephenson em foto de 17 de julho, quando renunciou como chefe da Scotland Yard
- Paul Stephenson: O chefe da Polícia Metropolitana de Londes (Scotland Yard) de 57 anos renunciou em 17 de julho em meio a questões sobre seus vínculos com Neil Wallis , um ex-executivo preso do News of the World que a polícia empregou como consultor de mídia. Stephenson disse que não tomou a decisão de contratar Wallis e não tinha conhecimento de seu envolvimento com os grampos, mas preferiu deixar o cargo para que a polícia pudesse manter sua atenção em preparar as Olimpíadas de Londres, em 2012, em vez de divagar sobre uma mudança de liderança. Em seu depoimento de 19 de julho, disse que 10 dos 45 porta-vozes da Scotland Yard trabalharam para a News International, divisão britânica da News Corp.

AP
Ex-subcomissário da Scotland Yard John Yates presta depoimento ao Comitê de Assuntos Internos do Parlamento britânico em 19/07
- John Yates: O subcomissário-chefe da Polícia Metropolitana de Londres (Scotland Yard) de 52 anos renunciou em 18 de julho em meio a questões sobre seu julgamento no escândalo dos grampos telefônicos. Ele por muito tempo foi considerado um investigador confiável que lidou com os casos mais sensíveis do Reino Unido, incluindo esforços para combater o terrorismo na capital do país. Mas Yates também teve vínculos com Wallis, sendo atualmente investigado sobre se ajudou a filha do ex-executivo do tabloide a conseguir um emprego na polícia. Ele também decidiu não reabrir uma investigação prévia de escutas ilegais em que havia apenas dois acusados. Os detetives agora trabalham com a estimativa de que até 3,7 mil são possíveis vítimas dos grampos. 

AP
Imagem de TV mostra Dick Fedorcio, diretor de Relações Públicas e Comunicação Interna da Scotland Yard, durante depoimento em 19/07
Dick Fedorcio: Diretor de Relações Públicas da Scotland Yard de 58 anos. A força policial afirma querer que a Comissão Independência de Reclamações Policiais investigue seu papel na contratação de Wallis como conselheiro. Ele é a quinta autoridade policial graduada sob investigação.

    Leia tudo sobre: camerongrã-bretanhanews of the worldgramposmurdoch

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG