Congresso pressiona Governo dos EUA a ajudar proprietários de imóveis

Washington, 23 out (EFE).- O Congresso dos Estados Unidos intensificou hoje as pressões sobre o Governo para que ajude os proprietários de imóveis, que não estão suficientemente contemplados no plano de resgate de US$ 700 bilhões arquitetado para enfrentar a crise financeira.

EFE |

Os legisladores, em uma sessão do Comitê de Bancos do Senado, criticaram, perante os representantes do Governo, o fato de que todas as medidas do plano são dirigidas à restauração da liquidez dos mercados de crédito e à ajuda às entidades com problemas, mas não a atenuar o perigo de execução contra milhões de proprietários.

O presidente do comitê, o democrata Christopher Dodd, se queixou que o Governo não mostrou até agora "a dedicação requerida" para reverter o crescimento da inadimplência e as falta de pagamentos nas hipotecas.

"Quanto mais deixarmos que as execuções danifique a riqueza das famílias, a estabilidade das áreas povoadas, e a liquidez dos mercados financeiros, mais demorará nossa economia para se recuperar da crise", disse.

O principal republicano no comitê, Richard Shelby, advertiu que, a menos que o Governo ataque o problema, todo o dinheiro investido no plano de resgate será "esbanjado".

Uma das representantes do Governo mais propícia a estas medidas é a presidente do Fundo de Garantia de Depósito, Sheila Bair, que propôs um plano que permitiria dar incentivos aos bancos que aceitem suavizar as condições das hipotecas mais problemáticas.

"Estamos abaixo do que se necessitaria (fazer) neste campo", disse perante o comitê a presidente do Fundo.

Bair explicou que o plano de resgate financeiro dá ao Tesouro autoridade para oferecer garantias aos bancos que participam do programa, para que, por sua vez, possam modificar as condições dos empréstimos.

O próprio Secretário do Tesouro, Henry Paulson, reconheceu há poucos dias que é "necessário fazer mais" sobre habitação, perante a crise gerada pelo aumento da inadimplência.

Nas audiências de hoje no senado, também compareceu o responsável pelo plano de resgate do Tesouro, Neel Kashkari, que reiterou a necessidade de que as medidas iniciadas devolvam a liquidez aos mercados creditícios.

Kashkari disse que o Tesouro compartilha das preocupações sobre os proprietários de casas, e reiterou que os bancos devem utilizar o dinheiro que receberem do plano de resgate para devolvê-lo ao sistema via empréstimos, e não em dividendos para os acionistas e em recompra de ações. EFE pgp/rr

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