Congresso peruano rejeita moção de censura a premiê

Lima, 30 jun (EFE).- O Congresso peruano desprezou hoje as moções de censura contra o primeiro-ministro, Yehude Simon, e a ministra do Interior, Mercedes Cabanillas, contestados pelos recentes incidentes violentos ocorridos na Amazônia.

EFE |

Dos 101 congressistas presentes, 56 votaram a favor da moção de censura ao primeiro-ministro (eram precisos 61), 32 foram contra e 11 se abstiveram.

Fora isso, 55 congressistas votaram a favor de outra moção de censura contra a ministra do Interior, 35 contra e nove se abstiveram, sem que ficasse claro o voto dos dois restantes.

A moção de censura teria prosperado com os votos de sete legisladores do Partido Nacionalista Peruano (PNP), do ex-comandante Ollanta Humala, que foram suspensos em 11 de junho passado por um período de 120 dias.

O legislador da Aliança Parlamentar Víctor Andrés García Belaúnde falou da ausência desses congressistas para afirmar que o gabinete de Simon está "tecnicamente censurado".

Os sete congressistas tinham protestado no interior do plenário em apoio à comunidade indígena, após incidentes violentos ocorridos de 5 de junho passado na Amazônia peruana, que deixaram 24 policiais e dez civis mortos.

Simon e Cabanillas foram interpelados na quinta-feira passada por estes fatos e nesse mesmo dia foi apresentada uma moção de censura, que foi debatida hoje.

As comunidades amazônicas iniciaram em 9 de abril um grande protesto contra vários decretos legislativos, que duraram dois meses e desencadearam em 5 de junho violentos enfrentamentos que deixaram 34 mortos. Após isso, o Governo recuou na aplicação dessas leis e conseguiu que o Congresso derrogasse duas delas. EFE watt/rr

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