Congresso Nacional Africano de Zuma a um passo de uma vitória arrasadora

O Congresso Nacional Africano (ANC, no poder na África do Sul) mantinha uma arrasadora vantagem na apuração das eleições gerais e deve anunciar em breve uma vitória que levará seu chefe, o controvertido Jacob Zuma, à presidência.

AFP |

Centenas de partidários de Zuma cantaram e dançaram na madrugada desta sexta nas ruas de Johannesburgo para festejar vitória nas eleições gerais, sem esperar os resultados oficiais, convencidos de que seu controvertido líder será o próximo presidente da República.

"Sabemos que a contagem está em curso mas achamos que conseguimos 70% dos votos das eleições de quarta-feira", disse o líder do Congresso Nacional Africano (ANC, partido no poder) ante dois mil partidários reunidos no centro da cidade.

"A oposição fez campanha denigrando o partido do povo, mas saímos mais fortes depois disso", gritou, dançando em meio a populares e a fogos de artifício, num palco improvisado, onde corria o champagne.

AFP
Zuma comemora resultado nas eleições

Zuma comemora resultado nas eleições


Segundo os resultados ainda parciais, o ANC estava com 66,66% dos votos emitidos pela metade dos 23 milhões de eleitores habilitados. O partido havia conseguido 69,7% dos votos nas eleições de 2004.

A Aliança Democrática (DA, principal partido da oposição durante o apartheid) conseguiu 16,22% dos votos, seguida pelo Congresso do Povo (COPE, formado em dezembro por dissidentes do ANC), com 7,7%.

Os jornais sul-africanos acolheram a votação como uma volta à histórica eleição de Nelson Mandela que pôs fim ao apartheid há 15 anos.

"1994 de novo!", intitulava o Daily Sun, o jornal de maior tiragem, com a previsão de que Zuma caminhava para uma vitória ao estilo de Mandela.

O jornal Star advertia, no entanto, que os sul-africanos enfrentam desafios imensos, em meio à crise econômica mundial.

"Milhões de nossos cidadãos permanecem na pobreza, nossos serviços sanitários são deficientes e nossa educação é uma tragédia nacional".

O anúncio oficial da vitória será feito em uma semana.

As acusações por corrupção contra Zuma foram arquivadas há apenas duas semanas, mas o caso em nada afetou a popularidade do partido.

Apesar dos avanços registrados desde o final do apartheid, a taxa de desemprego se situa em 40%, a criminalidade não cessa de crescer e mais de 5,5 dos 48 milhões de sudafricanos estão afetados pela Aids.

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