Congresso investiga ministro boliviano suspeito de contrabando

La Paz, 5 dez (EFE).- Uma comissão da Câmara dos Deputados da Bolívia investiga o ministro da Presidência, Juan Ramón Quintana, homem forte do Governo de Evo Morales, que foi acusado por um ex-chefe de Alfândega de ajudar contrabandistas a passaram US$ 1 milhão em mercadorias não-declaradas ao Brasil, em julho.

EFE |

O presidente da comissão, Javier Zabaleta, deputado do Movimento Sem Medo (MSN), aliado do governamental Movimento Ao Socialismo (MAS), disse hoje que Quintana responderá à denúncia na Câmara dos Deputados possivelmente na próxima semana.

A denúncia foi feita na quinta-feira na comissão pelo ex-chefe da Alfândega, o general reformado César López, e negada por Quintana que a classificou hoje de "temerária" e "absurda".

A acusação moveu ataques contra Quintana da oposição e da Confederação dos Empresários Privados da Bolívia, que pediu sua renúncia.

O deputado Zabaleta disse a canais locais que a denúncia de López será "contrastada" com as declarações de Quintana e com as dos policiais e militares e autoridades de Pando, departamento (estado) que faz fronteira com o Brasil e o Peru e onde aconteceu o contrabando.

Segundo o general, Quintana ajudou contrabandistas que passaram ao Brasil com 33 caminhões, que segundo a imprensa, tinham mercadorias no valor de US$ 1 milhão.

Quintana, segundo López, reuniu-se com os contrabandistas, reclamando de sua "desonestidade" e os chamou de "abusivos" por terem usado 33 caminhões e não os 17 que, segundo ele, haviam sido combinados.

Quintana disse que a denúncia é "absurda" porque ele próprio promoveu uma maior presença da Alfândega e de unidades de segurança de Pando para reprimir o contrabando que chega ao Brasil vindo do porto chileno de Iquique, passando pela Bolívia.

O ministro reconheceu ter se reunido com os acusados de contrabando, mas disse que rejeitou "qualquer possibilidade de negociação, ajuda ou cooperação", apesar deles tentarem chantagens em troca de apoiarem o Governo no referendo sobre mandatos realizado de 10 de agosto.

Ele disse ainda que as acusações têm "um objetivo político" porque, segundo sua opinião, não é casual que a oposição esta semana também lhe tenha acusado à Procuradoria por sua suposta responsabilidade no massacre de Pando ocorrido em setembro. EFE ja/jp

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