Congresso ignora prazo e segue debate sobre lei eleitoral na Bolívia

La Paz, 9 abr (EFE).- O Congresso da Bolívia continua o debate sobre a lei eleitoral necessário para convocação das eleições presidenciais de 6 de dezembro, apesar de ter se encerrado o prazo para aprovação do regime e sem que haja ainda acordo entre Governo e oposição.

EFE |

O Congresso viveu esta noite uma autêntica corrida contra o relógio quando, por volta da meia-noite, acabava o prazo estabelecido pela nova Constituição para aprovação do polêmico regime eleitoral transitório.

A sessão transcorreu sob a ameaça dos legisladores do governista Movimento ao Socialismo (MAS) de renunciar a suas cadeiras caso não se chegasse a um acordo com a oposição, o que poderia representar a inabilitação ou até o fechamento do Congresso.

O prazo existe porque a nova Constituição da Bolívia, promulgada em 7 de fevereiro passado, estabelece um período de dois meses, que se completa nesta quarta, para que o Congresso aprove o regime eleitoral que permita convocar eleições gerais.

Atualmente, o partido de Morales conta com maioria suficiente na Câmara dos Deputados, mas não no Senado, que é controlado pela oposição.

Em entrevista, o presidente do Congresso e vice-presidente do Governo, Álvaro García Linera, pediu às legendas "todo o esforço possível" para aprovar a lei porque, após a meia-noite, o Congresso se encontraria em uma "situação complicada" se não houvesse acordo.

García Linera disse que há setores da oposição, "minoritários", mas com capacidade de bloqueio, que não querem que as eleições aconteçam.

No entanto, passada a hora fixada, o debate continuou tanto no plenário como em uma comissão negociadora que segue tentando o consenso.

Até o momento, nenhum parlamentar governista apresentou sua renúncia.

O presidente do Congresso, minutos depois da meia-noite, interrompeu brevemente um discurso para dizer que a sessão continuará ininterruptamente "até a aprovação da lei". EFE sam/rr

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