O Senado e a Câmara de Representantes dos Estados Unidos aprovaram nesta quarta-feira resoluções que pedem à China o fim da repressão aos protestos no Tibete e o início de um diálogo direto com o Dalai Lama.

As duas resoluções pedem ainda o acesso de observadores independentes, jornalistas e pessoal médico ao Tibete, assim como a libertação de todos os tibetanos detidos por manifestações não violentas de suas idéias políticas.

O Senado "condena a violência e defende um processo de reconciliação e diálogo", disse a senadora democrata Dianne Feinstein, uma das promotoras da medida.

"A violência deve terminar", assinalou o senador republicano Gordon Smith.

Na Câmara de Representantes, a resolução apresentada pela presidente da Casa, a democrata Nancy Pelosi, foi aprovada por 413 votos a 1.

"Já faz tempo que Pequim deveria reexaminar sua fracassada política de atacar e demonizar o Dalai Lama, e mostrar para o mundo que pode ter discussões civilizadas como uma potência mundial responsável", disse Pelosi, antes que o texto da resolução fosse votado.

A China acusou Pelosi nesta quarta de promover os protestos em São Francisco durante a passagem da tocha olímpica para os Jogos de Pequim.

Pelosi "ignorou o princípio de não-politização" dos Jogos e, ao lado de outros membros do Congresso, é culpada de "perder completamente a moral e a consciência", disse o porta-voz da chancelaria chinesa, Jiang Yu, citado pela imprensa oficial.

Jiang lembrou um comunicado do escritório de Pelosi "incitando protestos durante o revezamento da tocha olímpica" em San Francisco.

O texto divulgado por Pelosi convoca "os amantes da liberdade em todo o mundo" a protestar durante a passagem da tocha.

afp/TT/LR

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