Congresso dos EUA chega a acordo sobre plano de ajuda de Obama

Ambas as casas do Congresso americano chegaram a um acordo nesta quarta-feira sobre o plano proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para estimular a economia do país. O líder da maioria no Senado, Harry Reid, disse que o acordo aparou as arestas entre a versão aprovada na Câmara dos Representantes, de US$ 820 bilhões, e a de US$ 838 bilhões aprovada pelo Senado.

BBC Brasil |

O valor do pacote foi reduzido para US$ 789 bilhões e inclui gastos e cortes de taxas com o objetivo de resgatar a economia americana.

O texto final pode ser votado na manhã de quinta-feira. O presidente Obama deve então ratificar o projeto, tornando-o lei.

O democrata Harry Reid afirmou que o pacote deve gerar cerca de 3,5 milhões de empregos.

Ele disse também que mais de um terço do pacote deve ser destinado ao corte de taxas e incentivos para a classe média do país.

"O acordo que conseguimos cria mais empregos que o texto aprovado pelo Senado e custa menos do que o pacote aprovado pela Câmara", disse ele.

A Câmara dos Representantes aprovou o pacote no final de janeiro, sem contar com o apoio dos republicanos.

Nesta terça-feira, o Senado aprovou uma nova versão do programa por 61 a 37 votos, com pouco apoio dos republicanos.

Representantes das duas casas tiveram que chegar a um texto comum, que deve ser submetido à votação tanto na Câmara dos Representantes como no Senado.

Obama pressionou o Congresso esta semana a agir rápido. Ele disse que queria sancionar a lei já neste final de semana.

O pacote inclui ajuda para as vítimas da recessão na forma de benefícios aos desempregados, tíquetes para alimentação, cobertura médica, além de outras medidas.

Estados que correm o risco de cortar seus investimentos sociais devem receber bilhões de dólares.

O senador democrata Max Baucus havia dito que 35% do total deveria ser destinado a incentivos fiscais.

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