Congresso do PT aclama Dilma Rousseff à sucessão de Lula

O Partido dos Trabalhadores indicou por aclamação neste sábado a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, para disputar a sucessão de Luiz Inácio Lula da Silva, na eleição presidencial de outubro. O evento foi marcado por dois temas que estiveram direta ou indiretamente no discurso de vários dirigentes do PT, no palco ou fora dele.

BBC Brasil |

Um deles foi o processo de escolha Dilma Rousseff como pré-candidata do PT, atribuída até dentro do partido à vontade pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Outra preocupação foi reafirmar que as diretrizes para o programa do PT aprovadas pelo Congresso do partido na sexta-feira estavam abertas à discussão com partidos aliados e com setores da sociedade.

Os dois temas estiveram de forma indireta presentes em um trecho do discurso de Lula
"A Dilma não é candidata dela. É candidata de uma coalizão de partidos muito forte. Ela não é candidata do Lula", disse o presidente.

Em seguida, porém, ele assumiu seu papel na escolha.

"E eu, quando pedi ao PT que apresentasse a Dilma como candidata, e aos outros partidos, foi pelas suas qualidades", afirmou.

Apoio
Questionado sobre a paternidade da escolha antes do evento, o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) reafirmou que a pré-candidata conseguiu o apoio de todos no partido.

"A ministra Dilma Rousseff nunca trabalhou pessoalmente para ser candidata. E hoje ela pode se apresentar como candidata do conjunto do partido, com apoio de todas as alas", disse Padilha.

O tema da relação de Dilma Rousseff com os partidos aliados, e, em especial o PMDB, também estava na fala de Lula.

"Tenho que dito que o PMDB, pelo tamanho dele, vai ser não só o partido que vai estar dentro da campanha como vai ser o partido que provavelmente vai indicar o vice", disse.

Coube ao recém-empossado presidente do PT, José Eduardo Dutra, reafirmar no discurso de abertura da sessão que o partido discutirá o programa de governo com os partidos aliados, mencionando especificamente o PMDB.

Depois de sua fala, Dutra foi abraçar o presidente do PMDB, Michel Temer, sentado ao lado de Dilma.

Há três semanas, dirigentes do PMDB haviam se queixado do vazamento de pontos das diretrizes do programa de governo do PT que não teriam sido discutidos com partidos aliados.

O lançamento da pré-candidatura ainda deve ser ratificada oficialmente pela Convenção do partido em junho, mas isso deve ser apenas uma formalidade, já que Dilma Rousseff conseguiu apoio de todas as alas do PT.

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