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Congresso designa Micheletti à presidência de Honduras

O presidente do Congresso de Honduras, Roberto Micheletti, foi designado neste domingo pelo Parlamento à presidência do país no lugar de Manuel Zelaya, http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/06/28/militares+prendem+presidente+de+honduras+e+o+levam+para+a+costa+rica+7004950.html target=_toppreso e expulso para a Costa Rica pelos militares.

Redação com agências internacionais |

Reuters
Manuel Zelaya

O Congresso decidiu por unanimidade "desautorizar" Zelaya devido a sua "conduta claramente irregular", às suas "repetidas violações da Constituição e das leis" e a seu "desrespeito das resoluções e decisões dos órgãos institucionais".

Em consequência, decidiu "lhe retirar o cargo de presidente da República de Honduras" e nomear em seu lugar o presidente do Congresso, Roberto Micheletti, até o dia 27 de janeiro de 2010, quando expira o mandato de Zelaya.

Eleito para um mandato de quatro anos não renovável, Zelaya tinha convocado neste domingo uma consulta popular, considerada ilegal pela Corte Suprema, para emendar a Constituição e poder disputar um segundo mandato no dia 29 de novembro.

O golpe

O presidente de Honduras, Manuel Zelaya, foi detido neste domingo pelo Exército antes da realização de um polêmico referendo no País. Ele foi levado por soldados a uma base aérea próxima à residência presidencial e enviado para a Costa Rica.

O Poder Judiciário de Honduras respaldou a ação das Forças Armadas de deter e deportar Zelaya. Fora das fronteiras do País, no entanto, o chefe de Estado recebeu um forte apoio da comunidade internacional, que condenou a deposição do líder.

Em San José, capital da Costa Rica, onde se encontra como "hóspede", Zelaya anunciou sua intenção de terminar seu mandato e negou em declarações à emissora "CNN" em espanhol ser o autor de uma carta de renúncia lida hoje no Congresso hondurenho e aceita por seus membros, reunidos em sessão extraordinária.

"Nunca renunciei e nunca vou utilizar esse mecanismo", disse o chefe de Estado.

"O que estou deduzindo agora é que não é um golpe militar, é uma conspiração" político-militar contra a democracia, assegurou Zelaya.

O Brasil

O Governo brasileiro condenou "de forma veemente" o golpe de Estado que tirou o presidente José Manuel Zelaya do poder e pediu que ele seja reposto, em comunicado divulgado no início desta tarde. "Ações militares desse tipo configuram atentado à democracia e não condizem com o desenvolvimento político da região", afirma a nota.

Reação

Em uma reunião de emergência em Washington, a Organização dos Estados Americanos (OEA) condenou o que chamou de "golpe de Estado" em Honduras.

A OEA se havia dito preocupada com as consequências que um enfrentamento entre os diferentes poderes poderia ter sobre "o processo político institucional democrático e o exercício legítimo do poder".

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu a Honduras que "respeite as normas democráticas e o Estado de direito". A prisão de Zelaya também foi condenada pela União Européia.

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, aliado político de Zelaya, acusou o "império ianque" pela derrubada do presidente hondurenho.

Com informações da Reuters, BBC Brasil, EFE e AFP

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